Pro Farmer estima produção de milho dos EUA 12,1 bi de bushels

A publicação Pro Farmer estimou nestasexta-feira a safra de milho dos EUA deste ano em 12,152bilhões de bushels, e a de soja em 2,930 bilhões de bushels,depois de um tour pelas principais áreas produtoras doMeio-Oeste. Ambas as projeções foram levemente menores do que asdivulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA) baseadas na situação das lavouras até 1o de agosto eforam consideradas altistas por traders de grãos em Chicago. A Pro Farmer calculou uma produtividade média de milho em153,3 bushels por acre, e uma média para o rendimento agrícolada soja em 39,95 bushels por acre. A previsão pode variar em mais ou menos 1 por cento para omilho e em 2 por cento para a soja, dependendo das condiçõesclimáticas no final da safra. O USDA estimou no início de agosto a produção de milho em12,288 bilhões de bushels, e a safra da oleaginosa em 2,973bilhões de bushels. O departamento divulgará as próximas estimativas em 12 desetembro. O grau de maturidade de ambas as safras estava abaixo donormal, segundo a Pro Farmer, por conta do tempo úmido e frioque prejudicou o plantio durante a primavera nos EUA. Asenchentes em junho também influenciaram no desenvolvimento dasplantas. O crescimento do milho foi afetado por um número menor dedias propícios ao desenvolvimento das plantas durante o verão. "Os dois fatores estão diminuindo a velocidade dedesenvolvimento, deixando grande parte da safra vulnerável aprejuízos no rendimento, mesmo se a primeira geada da temporadaocorrer mais tarde", afirmou o editor da Pro Farmer, ChipFlory. O prolongamento do tempo seco recentemente também geravareceios. "Temos muitas vagens de soja por aí que vão precisar beberuma ou outra coisa, caso contrário não estarão lá quando asmáquinas passarem", disse outro editor da Pro Farmer, RogerBernard. "Se houvesse uma ocasião em que fosse necessário um finalperfeito para o desenvolvimento das lavouras, esta seria umadelas", avaliou Bernard. Os relatórios de campo do tour apontaram incertezas emrelação aos prognósticos de soja em particular, impulsionandoos preços da oleaginosa em Chicago nesta semana -- apesar dasprincipais influências altistas terem sido uma recuperação nospreços do petróleo e a desvalorização no dólar. No caso do milho, as previsões diárias sobre os rendimentosdo cereal superavam as médias dos últimos três anos em cada umdos sete Estados pesquisados, mas os participantes encontraramindícios de déficit de nitrogênio e raízes pouco profundas,fatores que podem prejudicar o desenvolvimento no final dasafra. (Por Mark Weinraub e Karl Plume)

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