Problemas ambientais ampliaram o caráter das pesquisas a respeito do clima

Nos últimos anos, a graduação em meteorologia adquiriu caráter multidisciplinar em decorrência dos crescentes problemas ambientais.

Cris Olivette, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h11

Hoje, além da previsão do tempo, os profissionais atuam nas áreas de biometeorologia, pesquisando a relação entre a vida animal e vegetal e a atmosfera, ou em meteorologia ambiental, estudando a poluição atmosférica e as condições climáticas em que os poluentes se concentram e se dispersam. Podem trabalhar, ainda, com hidrometeorologia, climatologia, agrometeorologia, instrumentação meteorológica, e radiometeorologia.

A coordenadora da graduação na Faculdade de Meteorologia da Universidade de São Paulo (USP), Adalgiza Fornaro, afirma que o objetivo do curso é formar profissionais com sólida base científica, capazes de gerar, analisar e interpretar dados meteorológicos.

"A meteorologia é uma ciência em desenvolvimento, então o profissional tem de ter um perfil de curiosidade, porque a cada cinco anos essas tecnologias dão grandes saltos."

O curso da USP é oferecido no departamento de ciências atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG).

"Nos três primeiros anos, os estudantes têm disciplinas ligadas à matemática e à física, mas a partir do quarto ano passam a estudar somente matérias específicas."

Salário inicial estimado

R$ 4,4 mil

Duração

5 anos

Disciplinas

Dinâmica da atmosfera, radiação atmosférica, micrometeorologia, sinótica atmosférica, climatologia e agrometeorologia

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