Problemas climáticos fazem safra de grãos cair 5,2%

Pelo segundo ano consecutivo, condições climáticas desfavoráveis - especificamente a falta de chuvas - foram fundamentais para a queda na produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. Segundo divulgou nesta sexta-feira Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita de 2005 ficou em 112,697 milhões de toneladas - resultado 5,2% inferior à de 2004 e 8,8% menor que a de 2003, ano da maior safra nacional (124,285 milhões de toneladas). A redução foi puxada principalmente pelo milho (-6,6 milhões de toneladas ou -15,9%) e pelo trigo (-1,1 milhão de toneladas ou -19,9%).Segundo o IBGE, embora o total da área plantada tenha aumentado em aproximadamente 736 mil hectares, reflexo principalmente da expansão da soja (8,5%), o milho (-4,7%), o trigo (-15,9%) e o feijão (-8,3%), fundamentais na cesta básica dos brasileiros, tiveram reduções em suas áreas plantadas. Partindo de uma expectativa de produção de 134,906 milhões de toneladas para a safra de 2005, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), em dezembro de 2004, a quebra de safra ao fim do ano passado foi da ordem de 20,852 milhões de toneladas (-15,5%). O valor da produção, de R$ 48,206 bilhões, foi cerca de 24,0% menor que o de 2004, em grande parte pela queda nos preços da soja. Em nível municipal, os maiores produtores dos principais grãos foram Sorriso (MT) para a soja; Lucas do Rio Verde (MT) para o milho; Assis Chateaubriand (PR) para o trigo; Cristalina (GO) para o feijão; Santa Vitória do Palmar (RS) para o arroz; São Desidério (BA) para o algodão herbáceo; Lapão (BA) para a mamona; e Rio Verde (GO) para o sorgo.Mato GrossoConforme o instituto, o Mato Grosso foi o Estado que mais contribuiu para a produção nacional (22,4%). É o maior produtor do Brasil em soja, algodão herbáceo e girassol e, além de ter expandido a área plantada com essas culturas, também investiu em produtos novos, como o amendoim, em relação ao qual passou a ocupar a terceira colocação no ranking nacional. A soja ainda é a cultura com maior importância no Estado, respondendo por 70,0% da safra e 53,6% do valor da produção.

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