Problemas da Boi Gordo começaram em março

Os principais problemas da Fazendas Reunidas Boi Gordo começaram no dia 27 de março, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a empresa de emitir novos contratos porque descobriu a venda irregular de R$ 80 milhões em contratos desde o início do ano. Para ter validade, os contratos teriam de ser aprovados pela CVM antes de serem apresentados aos investidores. Os pedidos precisariam ter sido encaminhados à autarquia, que tem cerca de 120 dias para analisar e aprovar nova emissão de títulos.Além disso, a divulgação do balanço financeiro da companhia no ano 2000 foi muito questionada por especialistas. A repercussão da notícia causou insegurança no mercado, obrigando a CVM a tornar mais rígidas as regras para distribuição de contratos da empresa.As mudanças, criadas para aumentar as garantias para o investidor, estabeleceram a exigência de que nenhuma emissão pública de títulos ou Contratos de Investimento Coletivo (CICs) será distribuída no mercado sem prévio registro na CVM. A emissão deverá ter a garantia real de ativos idênticos àqueles do objeto da emissão. Ou seja, se o investimento for em arrobas de boi, pelo menos metade do valor captado pelo aplicador deverá ter lastro em boi.

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