Problemas devem ser resolvidos em assembléias

A professora aposentada Hilar Seltrin Tomé vive há oito anos num prédio em Perdizes, zona oeste da capital. Harmonizar os interesses dos moradores que ocupam os 48 apartamentos, divididos em dois blocos, nem sempre é tarefa fácil, mas os condôminos têm tentado resolver os atritos nas assembléias. "Nós temos certas normas para seguir dentro do condomínio, mas de uns tempos para cá, como muita gente nova tem mudado para o prédio, alguns não estão respeitando certos limites." Entre os temas mais delicados, Hilar cita as questões de barulho, presença de animais domésticos e segurança. "A convenção do prédio não permite que se tenha animais domésticos, mas sei que existe uma lei superior que autoriza. No entanto, alguns condôminos deixam seus cães uivando a noite toda e ainda transitam com eles pelo corredor sem coleira." A professora também comenta que algumas confraternizações estão tirando o sono dos moradores. "Tem festas que vão até as 6 horas da manhã. Além disso, como o prédio não tem guarda noturno, alguns moradores entregam a chave para pessoas de fora que vêm à festa e a gente fica com medo." Para que os excessos não se transformem em briga entre os vizinhos, foi decidido em assembléia que o condômino que não cumprir as regras será advertido. Se houver reincidência, ocorrerá uma notificação. Se o problema persistir, o condômino terá de pagar uma multa (estipulada no regimento interno ou na convenção do condomínio), cobrada com as taxas condominiais. "Se não for assim, a pessoa não paga", diz Hilar. "Já vivemos uma vida estressante. Quando chegamos em casa, queremos descansar e ter um pouco de silêncio."

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