Problemas em 6 vôos da Varig prejudicam 600 passageiros

A Varig enfrentou problemas com seis vôos fretados neste fim de semana ? três internacionais e três nacionais ?, atrasando a viagem de cerca de 600 passageiros. Na Argentina, dois aviões que levariam em torno de 350 passageiros para Bariloche foram impedir no aerporto da cidade turística, tendo que retornar a Buenos Aires. Em Barcelona (Espanha), 251 pessoas que viajariam para Natal (Rio Grande do Norte) tiveram de esperar 34 horas, segundo a imprensa espanhola. A Varig alega que foram em torno de 25 horas e informou que um Boeing 767-300 que decolaria do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) sofreu uma pane e permaneceu no Rio para manutenção.Uma aeronave que faria a rota Madri-Guarulhos, no domingo à noite, foi remanejada para fazer os dois vôos entre Natal e Barcelona. Segundo a Varig, o vôo partiria por volta das 23h30 desta segunda-feira no horário espanhol, 18h30 no horário de Brasília. Esse vôo é feito por meio de uma parceria com a operadora turística Euro Atlantic, do grupo português Pestana.Na Argentina, dois aviões que levariam em torno de 350 passageirospara Bariloche ? depois de uma escala em Buenos Aires dos vôos quepartiram do Brasil ? foram impedidos de pousar na cidade turísticaargentina, por volta das 14 horas de domingo, por causa do mau tempo. As aeronaves (um Boeing 767-300 e um MD-11) tiveram de retornar para Buenos Aires, onde o 767-300 sofreu uma pane e teve de permanecer no aeroporto internacional de Ezeiza. A Varig informou que a aeronave MD-11 foi enviada para Bariloche,levando os passageiros com destino à cidade e retornando com as pessoas que deveriam voltar ao Brasil. ?O que aconteceu foi uma conjunção de fatores: pane nas aeronaves e fechamento do aeroporto de Bariloche. E nenhuma empresa aérea dispõe de aviões estacionados prontos para voar caso aconteça algo?, afirmou o vice-presidente operacional e técnico da Varig, Miguel Dau. O executivo desmentiu veementemente informações vindas de Buenos Aires de que a aeronave que ficou parada teria sido retida por falta de pagamento do leasing (aluguel com opção de compra). ?Isso não existe?,acrescentou Dau. Segundo ele, o que aconteceu também não é reflexo da redução da frota da empresa, atualmente com 80 aviões. Desde o ano passado, a Varig devolveu apenas para uma arrendadora de aviões, a GE Capital Aviation Services (Gecas), do grupo americano General Electric, entre 30 e 33 aeronaves.A companhia informou que em todos os seis vôos os passageiros foram ?prontamente atendidos?, com despesas como hospedagem, alimentação e transporte terrestre pagas pela Varig. Para um consultor de aviação, que pediu anonimato, o que aconteceu é reflexo da situação financeira da empresa, que no balanço do primeiro trimestre deste ano amargou em torno de R$ 3 bilhões de dívida só de obrigações fiscais. ?Quando uma empresa está em crise, a manutenção é um custo muito caro. Chega a hora da manutenção e as empresas relaxam. E o resultado é esse?.

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