Processo de ajuste do setor acabou, dizem analistas

O resultado do emprego industrial em julho mostra o fim do processo de ajuste que o mercado de trabalho do setor vinha passando em consequência da crise, segundo analistas. O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rogério Souza avalia que os dados do IBGE revelam um "ponto de inflexão" em direção a uma reação mais vigorosa nos próximos meses.

, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

O analista da Tendências Consultoria Rafael Baccioti também observa que "o mercado de trabalho apresentou bons resultados em julho, como consequência da recuperação gradual da atividade industrial". Para ele, "esse cenário indica o fim do processo de ajustes no emprego que vinha ocorrendo em decorrência da crise".

Souza, do Iedi, disse que os dados de julho confirmam a expectativa da instituição de que o segundo semestre trará um novo cenário para o setor industrial, após a sofrida e lenta recuperação, ao longo dos seis primeiros meses do ano, do tombo tomado no final de 2008.

"Assim como ocorreu na produção, julho trouxe sinais mais robustos para o emprego na indústria e podemos imaginar que houve uma inflexão, uma mudança e depois desse ponto haverá melhoras sucessivas", acredita.

O economista do Iedi alerta também que a queda recorde no emprego ante julho do ano passado não deve ser o parâmetro para análise das perspectivas para o mercado de trabalho da indústria. "Em tempos de crise, muitas vezes é preciso buscar números mais marginais porque são eles que são capazes de apontar a tendência, porque comparar com um ano muito bom pode ser desastroso nesses momentos", explica.

Ariadne Vitoriano, também analista da Tendências, concorda que as expectativas são positivas para o emprego industrial. "A tendência para os próximos meses é de que os dados do mercado de trabalho do setor tenham desempenho mais favorável, o emprego já interrompeu a trajetória de queda apresentada nos últimos meses". J.F.

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