Nacho Doce/Reuters
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Processo de recuperação da Oi terá efeitos contábeis de cerca de R$ 21 bilhões

Companhia explicou que, no entanto, impactos não tem relação com o caixa e lucro operacional da empresa

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 22h01

Os efeitos contábeis a serem registrados no patrimônio líquido da Oi decorrentes do andamento do processo de recuperação judicial da empresa terão um impacto negativo de aproximadamente R$ 21 bilhões em 2017. Os efeitos, porém, são de natureza apenas contábil, sem efeitos sobre o caixa e o sobre o lucro operacional medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), explicou a companhia.

O montante de R$ 21 bilhões é composto por uma conjunto de fatores: ajuste no valor da provisão de Imposto de Renda diferido registrado em face da projeção de lucros futuros esperados (R$ 7,5 bilhões); baixa de ativos relativos a depósitos judiciais (R$ 6,3 bilhões); baixa da mais valia registrada por ocasião da incorporação da Telemar Participações S.A (R$ 2,2 bilhões) e revisão dos critérios de cálculo para provisão relativa aos passivos regulatórios (R$ 2,2 bilhões).

Segundo a Oi, os referidos efeitos contábeis resultarão em um patrimônio líquido negativo em dezembro de 2017. Em função dos ajustes previstos para o exercício de 2018 em razão do reconhecimento contábil do valor justo da nova dívida da tele a partir do plano de recuperação judicial aprovado e homologado, o valor do patrimônio líquido voltará a ser positivo em 2018.

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Diante do adiamento da publicação de seu balanço para 12 de abril, a operadora ainda optou por divulgar seus números para a posição de caixa e o Ebitda do último ano. Esses dados são preliminares e ainda não foram auditados, de modo que sua publicação visa apenas a "garantir a estabilidade das expectativas do mercado", conforme explicou a Oi.

Desta forma, a companhia informou que teve um Ebitda de rotina (recorrente) de R$ 6,2 bilhões em 2017 e de R$ 6,3 bilhões em 2016. Já a posição de caixa ficou em R$ 7,0 bilhões no fim de 2017 e em R$ 7,8 bilhões no fim de 2016.

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