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Processo de reestruturação acionária custa R$ 2 bilhões à Oi

Gastos com compras de ações de minoritários ficaram abaixo dos R$ 3,5 bilhões previstos pela companhia

MARIANA DURÃO, MÔNICA CIARELLI, RIO, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h04

O custo da reestruturação acionária do Grupo Oi será menor do que se previa. Ontem, o diretor de finanças e relações com investidores da companhia, Alex Zornig, revelou que o pagamento do direito de recesso aos acionistas deve somar R$ 2 bilhões, cifra bem inferior aos R$ 3,5 bilhões previstos inicialmente. Essa sobra de dinheiro reforça ainda mais o caixa do grupo, que está na casa dos R$ 13 bilhões.

"Fizemos uma emissão em reais e duas (captações) em debêntures para gerar o caixa necessário para pagar dividendos, o direito de recesso e bancar investimentos", explica. Zornig lembra que o grupo deve desembolsar outros R$ 2 bilhões com o pagamento de dividendos referentes ao resultado financeiro do ano passado.

O executivo adianta que parte dos recursos do caixa pode ser utilizada no leilão de telefonia móvel de quarta geração, previsto para maio. Para bater o martelo sobre sua participação nesse leilão, porém, a Oi aguarda a definição pelo governo das regras da licitação.

"As regras do jogo precisam ficar claras para que possamos definir nossa participação. Normalmente, as empresas participam de um leilão como este", afirmou o presidente do Grupo Oi, Francisco Valim.

Segundo ele, o edital colocado em audiência pública apresenta uma "complexidade grande" e merece uma análise mais detalhada. Mas, ressalta o executivo, as frequências a serem leiloadas são importantes e ajudariam a complementar o portfólio de atividades do grupo. "A lógica indica que sim (participaremos). Mas as regras são importantes para determinar o entusiasmo e o escopo", completou.

Resultado. A reorganização acionária influenciou também o balanço financeiro do grupo em 2011. Para se preparar para a operação, a companhia fez várias captações, o que elevou as despesas financeiras em cerca de R$ 600 milhões. Com isso, o lucro da companhia fechou em R$ 1,006 bilhão, cifra 48,9% inferior à registrada em 2010.

Em relatório, analistas da corretora Planner destacam que o resultado da Oi ficou abaixo das expectativas do mercado. "Após um ano de 2011 com queda na participação de mercado do segmento de telefonia móvel e aumento dos custos, o desafio da empresa para 2012 deverá ser de que tanto o aumento nas despesas no ano passado quanto o processo de reestruturação neste ano reflitam em resultados mais favoráveis", diz o documento.

A Oi S/A, denominação que a Brasil Telecom ganhou após a reestruturação societária do grupo, apresentará a política de dividendos do grupo para os próximos três anos no Oi Investor Day, marcado para 17 de abril no Rio e 19 de abril em Nova York. No encontro, a Oi anunciará também um plano estratégico de longo prazo e o orçamento de 2012. No ano passado, a Oi investiu R$ 4,959 bilhões, porcentual 60,5% maior que os aportes feitos em 2010.

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