Processo de reformas no Brasil ganha nota 5,2

O interesse dos investidores estrangeiros no processo de reformas no Brasil é tão significativo que o banco Merrill Lynch decidiu criar para seus clientes o "Cartão de Pontuação da Agenda de Reformas" ("Reform Agenda ScoreCard"). Ele irá medir periodicamente, segundo os critérios do banco de investimentos norte-americano, o progresso das mudanças planejadas pelo governo Lula na Previdência Social, nos impostos, na lei de falências e na busca de maior autonomia do Banco Central. Em sua primeira edição, o ScoreCard registrou nota 5,2 (de 0 a 10) ao processo geral de aprovação das reformas brasileiras.Os dois autores do sistema de pontuação, os estrategistas Felipe Illanes e David Beker, explicaram que ele consiste em dois critérios básicos. No primeiro, é dada uma nota para o ?Progresso? de cada um dos temas no Congresso. Um outro índice medirá a ?Qualidade? da reforma. Quanto mais próxima a proposta estiver de sua atual forma, maior a nota. A pontuação para cada reforma do governo Lula será o resultado da soma desses dois índices.Para calcular a nota de avaliação geral do andamento das reformas, o Merrill Lynch concedeu um peso diferenciado para cada uma delas. A da Previdência Social, considerada a mais importante, tem um peso de 50%. Em seguida vêm a reforma tributária (25%), de falências (15%) e a autonomia do BC (10%).As notas para "Progresso" e "Qualidade" das reformas da Previdência e tributária foram neutras (5,0) pois as propostas concretas ainda não foram apresentadas pelo governo. Já a nota (5,5) para as mudanças no Banco Central foi fortalecida pela aprovação no Congresso das mudanças no artigo 192, mas ao mesmo tempo contida pelo fato de o encaminhamento do projeto de autonomia da instituição ter sido adiado para 2004. A lei de Falências obteve a nota mais elevada (6,0) pois já está no Congresso e o governo está promovendo uma nova pressão para a sua aprovação.

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