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Processo é rigoroso, mas, no final, compensa

Empresas chegam a ter milhares de candidatos para menos de dez vagas: aprovados começaram a se preparar bem antes

Igor Giannasi, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2018 | 00h00

O mineiro Thiago Santos, de 25 anos, sempre teve vontade de fazer parte de uma grande empresa. Ele começou a realizar este sonho após enfrentar 17 mil inscritos e ficar entre os sete selecionados para o programa de trainee da Nestlé.Este tipo de treinamento destinado à formação de líderes de empresas é uma porta de entrada para muitos jovens talentos encontrarem espaço no mercado de trabalho. O processo é rigoroso, mas compensatório para quem consegue chegar à etapa final. Para alcançar esta meta, Santos se preparou com antecedência. Mesmo antes de ingressar no curso de Administração de Empresas da Universidade Federal de Juiz de Fora, fez intercâmbio nos Estados Unidos e na Espanha.Na universidade, foi presidente da empresa júnior. Estas experiências o ajudaram na seleção. "Até uma certa fase do processo isso é importante", afirma. "Na parte final, o que conta mais são as competências, as idéias e as ambições do candidato", conta o hoje trainee da área financeira da multinacional, que está na terceira e penúltima fase do processo.No último ano de Administração de Empresas da FAAP, a universitária Ariane Rozendo, de 21 anos, também pretende participar de seleções para trainee. "Acho que é um programa interessante." O foco dela, que no momento faz estágio na área de crédito, são os bancos. Entre as ambições de Ariane, está participar de um programa no qual possa atuar no exterior. Apesar de não ser propriamente um programa de trainee, os candidatos ao Novos Talentos da auditoria Deloitte também passam por uma seleção rígida, pela qual passou José Augusto Tonza Oliveira, de 22 anos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM, ele começou, no início do ano como assistente 1 e agora em agosto já foi promovido. "Você acaba tendo um destaque devido à dificuldade de entrar num programa desses e também isso te dá credibilidade no mercado de trabalho."Trainee da Ambev, o economista, formado pela IBMEC-SP, Ricardo Issami Obara, de 21 anos, também aprova estes programas. "Não teria melhor porta de entrada na companhia", acredita. "Não tenho a sensação de estar estagnado. Quem tem potencial não fica parado, cresce na velocidade do seu talento."

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