Procon acha aumento dos planos de saúde razoável

A Fundação Procon-SP considerou "razoável" o reajuste anual máximo de 9,27% para os planos de saúde, determinado hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As operadoras e seguradoras reclamam que o percentual não cobre os aumentos de custos, que teriam sido de 15% a 20% no último ano.A assistente de direção da Fundação Procon-SP, Lúcia Helena Magalhães, disse que o aumento de 9,27% é menor do que o concedido no ano passado, que foi de 9,39% e também é menor do que os índices de inflação do período. Nos 12 meses terminados em março o ICV do Dieese subiu 17,38% e o IGP-M 32,48%. "Só temos que manter a preocupação com as outras formas de reajuste, a por aniversário do plano e a por revisão técnica", disse Lúcia Helena.O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, disse que continuará protestando contra os índices determinados pela agência reguladora, porque têm ficado abaixo dos aumentos de custos. "Neste ano estimamos um custo entre 15% e 20% maior, mas só estamos recebendo 9,27% de reajuste. Lamentamos pelas operadoras e também pelos médicos", afirmou.Almeida adiantou que os representantes do setor procurarão o Ministério da Saúde para discutir a política de aumentos do setor. "Com certeza a limitação (do índice de reajuste) é do ministério", disse. Segundo ele, há muitas operadoras e hospitais em dificuldades por causa dos reajustes concedidos pela ANS.O diretor de saúde da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), João Alceu Amoroso Lima, questionou a metodologia da ANS. "Ela aplica para os planos individuais e familiares os mesmos critérios do que os usados nos de grupo. Nos individuais, por exemplo, a utilização das redes hospitalar e médica é maior", afirmou.Os consumidores podem tirar dúvidas e fazer reclamações à ANS pelo telefone 0800-701-9656.

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