Procon analisa relatório do recall da GM

A General Motors entregou ontem um relatório sobre a operação de recall dos problemas com o cinto de segurança dos veículos Corsa e Tigra para a Fundação Procon-SP, órgão da Secretaria da Justiça do Governo do Estado de São Paulo. Com os documentos nas mãos os técnicos e a direção do órgão vão estudar se a empresa automobilística cometeu alguma infração ao Código de Defesa do Consumidor (CDC).O Procon-SP diz que além da demora na convocação para o recall do Corsa, o anúncio veiculado pela GM, nos veículos de comunicação, não colocou à disposição dos consumidores um telefone para informações. O órgão também pode colocar em discussão o tempo de duração do recall. A GM diz que a operação de conserto vai durar 180 dias. O Procon-SP discorda e diz que enquanto existirem no mercado veículos com o problema, a montadora é responsável, sendo obrigada a efetuar os reparos de forma gratuita. Segundo o Procon, o CDC estabelece que o fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que apresenta um alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. Outro importante alerta do Procon ao consumidor é com relação à exigência de comprovante de que a troca da peça foi efetuada, documento que para sua segurança deverá ser conservado enquanto estiver de posse do veículo.

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