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Procon comenta cartilha da Febraban

Representantes do Procon - órgão de defesa do consumidor -, que estiveram presentes ao 3º Seminário de Atendimento Bancário, realizado hoje em São Paulo, elogiaram a iniciativa do lançamento de uma cartilha com as orientações da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).A assistente de diretoria da Fundação Procon-SP, Dinah Maria do Amaral Barreto, e o superintendente do Procon da Bahia, Archimedes José Stiebler Pedreira Franco, destacam que o lançamento da cartilha é importante, mas, para ser realmente útil na relação entre bancos e consumidores, é necessário que ela chegue às mãos de todos os usuários."Uma maneira para que isso aconteça é o envio da cartilha para todos os clientes por correio, juntamente com o extrato mensal. E, a partir de agora, a todas as pessoas que abrissem uma conta corrente deveria ser entregue um exemplar da cartilha", afirma Franco. Também presente ao seminário, o diretor de relações institucionais do Banco Itaú, Aldous Albuquerque Galletti, afirmou que a proposta será discutida internamente por membros da Febraban.Cobrança indevida lidera reclamaçõesDados sobre o setor bancário apresentados pelo Procon no evento mostram que, neste ano, o número de reclamações contra cobranças indevidas deve superar as reclamações contra falhas bancárias (transações eletrônicas), o que difere do que aconteceu em 2000 e 2001. Em 2002, até outubro, a soma de consultas e reclamações sobre falha bancária é de 2.604. Para cobrança indevida, esse total chega a 3.037. Em 2001, as consultas e reclamações sobre falha bancária totalizavam 3.828, enquanto, para cobranças indevidas, o total era de 2.726. Já o ano de 2000 registrou um total de 3.505 consultas e reclamações sobre falha bancária e 1.736 sobre cobrança indevida.Entre os problemas relacionados à falha bancária, Dinah destaca: transferência de valores, depósitos não creditados, saques não reconhecidos e saques com cartão roubado e já cancelado. Em relação aos problemas relacionados à cobrança indevida estão: tarifas, débito não autorizado (seguros, títulos de capitalização), não abatimento proporcional dos juros e demais acréscimos e cobrança de honorários advocatícios e dos serviços de cobrança. Dinah Barreto acredita que essa alteração no ranking de reclamações deve-se ao reforçados investimentos dos bancos em tecnologia. Porém, segundo ela, é preciso observar que o número total de reclamações vem subindo a cada ano. Em 2000, o total de consultas e reclamações era de 11.633. Em 2001, 15.019. Nesse ano, até outubro, o total já chega a 13.106.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 18h55

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