Procon denuncia cartel em postos de Ribeirão Preto

O Procon de Ribeirão Preto (SP) encaminhou hoje ao Ministério Público Estadual a denúncia de formação de cartel na venda de álcool e gasolina nos postos da cidade do interior paulista. Segundo o diretor do órgão, Sidney Ulisses de Melo, durante a pesquisa semanal feita ontem em 30 postos da cidade ficou constatado que 90% deles vendem o álcool a R$ 0,89 e 70% comercializam a gasolina a R$ 1,87. "A prática impede a concorrência e a livre escolha pelo consumidor. Há pelo menos um ano não constatávamos um alinhamento nos preços desta forma", afirmou Melo. O promotor público Carlos César Barbosa, que já instaurou dois inquéritos para investigar suspeitas de cartel em postos de combustíveis de Ribeirão Preto, afirmou que vai anexar a denúncia ao mais recente processo, de meados de 2002, e solicitar a todos os postos citados na pesquisa que enviem, em três dias, as três últimas notas fiscais de compras de combustíveis. Barbosa chegou a ajuizar, ainda no ano passado, uma ação civil pública contra mais de 100 postos da cidade a partir do inquérito e conseguiu que os proprietários assinassem um acordo no qual eles se comprometeriam a jamais alinhar preços. "Muito embora não haja mais o tabelamento nos preços, não se admite a falta de livre concorrência e o alinhamento nos preços", disse o promotor.

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