Procon estuda problemas em air bags da Fiat

A comissão de prevenção de acidentes de consumo da Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual - já está recolhendo informações sobre o caso dos air bags do modelo Palio Weekend da montadora Fiat, que estão sendo acionados sem motivo e causando lesões aos motoristas. A assistente de direção da instituição, Elisete Miyasaki, avisa que o Procon deverá entrar em contato com a Fiat nos próximos para avaliar a necessidade de um possível recall na linha Palio Weekend.Os técnicos do Procon estão avaliando os casos publicados na imprensa e fazendo contato com outros órgãos de defesa do consumidor para analisar a gravidade do fato. "Se ficar comprovado em análises técnicas que o defeito mecânico está prejudicando uma parcela da linha de veículos, a Fiat terá que fazer um recall", alerta. Se ficar comprovado defeito no projeto ou em peças do veículo, o Procon-SP irá exigir um recall de toda linha, afirma Miyasaki. "A empresa que lança um produto no mercado é responsável pela segurança e a saúde de seus consumidores de acordo com Código de Defesa do Consumidor", afirma.A assistente de direção do Procon-SP ressalta que se as perícias e análises técnicas comprovarem que o veículo apresenta algum defeito ou vício, a responsabilidade pelos prejuízos materiais e danos físicos dos motoristas é da Fiat. "É um caso delicado. Primeiro vamos entrar em contato com a empresa e avaliar a perícia técnica dos veículos acidentados. E depois iremos avaliar as responsabilidades", avisa. Consumidor lesionado deve ir a PolíciaElisete aconselha os consumidores que sofreram com problemas no air bag de seu veículo que se dirijam a uma concessionária e exijam uma perícia das causas do acidente. O motorista que sofrer algum tipo de lesão física ou material pode registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima ao local do acidente e realizar um exame de corpo delito para anexar a um eventual processo judicial. Segundo o Procon-SP, se as negociações com a empresa falharem, o consumidor pode se dirigir aos órgãos de defesa do consumidor de sua cidade. Em último caso pode recorrer ao Juizado Especial Cível, para casos de perdas e danos até 40 salários mínimos, ou à Justiça Comum, para valores maiores.

Agencia Estado,

30 de abril de 2001 | 16h24

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.