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Procon: juros sobem em São Paulo

O levantamento de juros bancários, feito pela Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor ligado ao governo do Estado - nos dias 7 e 8 de novembro, revelou que a taxa média para o cheque especial foi de 8,86% ao mês (superior à de outubro que foi de 8,76%, significando acréscimo de 0,1 ponto porcentual) e a taxa média para o empréstimo pessoal foi de 5,87% (superior à do mês anterior, que foi de 5,68%, implicando acréscimo de 0,1 ponto porcentual) nos 13 bancos pesquisados. A maior taxa mensal do cheque especial foi de 9,80% (BCN) e a menor foi de 7,95% (Nossa Caixa). A taxa equivalente ao ano para esta modalidade foi de 176,87%. As três maiores elevações no mês foram promovidas pelo Santander, BCN e Banco do Brasil. O Santander alterou a taxa mensal de 9,20% para 9,50% (acréscimo de 0,3 ponto porcentual, representando variação de 3,26% em relação à taxa de outubro). O BCN mudou a taxa de 9,50% para 9,80% (0,3 ponto porcentual, variação de 3,16%). O Banco do Brasil alterou a taxa de 8,30% para 8,50% ao mês (acréscimo de 0,2 ponto porcentual, representando variação de 2,41%)Já com relação ao empréstimo pessoal, a maior taxa foi de 6,95% (Itaú) e a menor, de 3,95% (Nossa Caixa). A taxa equivalente ao ano foi de 98,17%. As três maiores elevações verificadas na modalidade foram Unibanco, Banespa e Santander. O Unibanco modificou a taxa mensal de 5,90% para 6,50% (acréscimo de 0,6 ponto porcentual, implicando variação de 10,17%). O Banespa alterou a taxa mensal de 5,90% para 6,40% (acréscimo de 0,5 ponto porcentual, implicando variação de 8,47%). O Santander mudou a taxa de 5,99% para 6,40% ao mês (acréscimo de 0,41 ponto porcentual, significando variação de 6,84%).Os técnicos da Fundação Procon-SP avaliam que o recente aumento de preços e a piora das expectativas de inflação, decorrentes da depreciação acentuada do câmbio, foram os principais fatores apontados pelo Banco Central para justificar a decisão de elevar a taxa básica de juros (Selic) de 18% para 21%, em reunião extraordinária de 14 de outubro. Uma semana depois o Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, em reunião ordinária, decidiu manter essa taxa em 21%.O resultado da pesquisa mensal de taxa de juros bancários demonstra o reflexo dessa medida junto ao mercado financeiro. Das instituições pesquisadas, seis bancos (quase a metade da amostra) elevaram as taxas da modalidade cheque especial e oito bancos (cerca de 62% da amostra) elevaram as taxas para o empréstimo pessoal, não sendo constatada nenhuma queda em qualquer das modalidades. O consumidor, que já não vinha encontrando juros atrativos no mercado de crédito, devem, segundo o Procon, procurar evitar a tomada de empréstimos, seja de curto ou de longo prazo, fugindo do endividamento, tendo em vista as atuais taxas.Os 13 bancos que fizeram parte da coleta foram: Banco Bilbao Vizcaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco.A Fundação Procon-SP coloca o resultado da pesquisa à disposição dos interessados para consulta nos postos de atendimento pessoal (Poupatempo Sé, Itaquera, Santo Amaro) ou pelo telefone 3824-0446. Pela Internet, a pesquisa pode ser consultada no link abaixo.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2002 | 13h46

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