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Procon pede investigação da venda de passagens da BRA

Empresa teria vendido bilhetes mesmo sabendo que iria suspender vôos; ressarcimento também será investigado

Mônica Aquino,

08 de novembro de 2007 | 23h15

O Procon de Guarulhos entregou no fim da tarde desta quinta-feira, 8, o ofício pedindo que o Ministério Público Estadual investigue a venda de passagens aéreas da BRA no último mês. No requerimento, assinado por Leonardo Vieira, diretor do Procon, o órgãio de proteção e defesa do consumidor pede que o MPE apure "eventual prática ilícita, configurada por fraude na oferta do serviço de trasporte aéreo de passageiros.". Na quarta-feira, a BRA suspendeu todos os seus voos nacionais e internacionais e o Procon afirmou que iria entrar com uma ação contra a empresa. Vieira afirma que a BRA vendeu passagens aéreas mesmo depois de ter entregue à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o pedido de suspensão dos vôos. Segundo ele, já há um caso confirmado de venda de passagem nesta situação. A BRA afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria comentar o caso. Ainda de acordo com o pedido feito pelo Procon, o MPE deve apurar o auxílio da empresa aos passageiros que tinham viagem marcada, em relação ao "ressarcimento, acomodação e indenização" dos clientes da empresa. A BRA fez o pedido no final da tarde de terça-feira e seus vôos foram suspensos a partir do meio-dia da quarta. Antes do pedido de suspensão dos vôos já havia 70 mil bilhetes emitidos até março de 2008.

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