Procon: reclamações contra bancos devem crescer

Em 2001, devem crescer 55% as reclamações contra os bancos à Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual -, alcançando 2500 casos. A estimativa foi apresentada hoje pela assistente técnica do órgão, Dinah do Amaral Barreto, durante o 17º Encontro de Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo, que acontece até amanhã na Assembléia Legislativa de SP. Em relação às falhas em transações eletrônicas, o Procon calcula que o número de reclamações (1000) deva alcançar um crescimento de 19% sobre 2000.Segundo números da fundação, os bancos estão na terceira colocação do ranking de reclamações, liderado pelo setor de telefonia. Durante sua palestra no evento - que discutiu "Novas Tecnologias e Segurança do Consumidor" na parte da tarde - Dinah expressou a necessidade de se criar uma cadeira dentro do Conselho Monetário Nacional (CMN) destinada a atender às queixas e dúvidas dos consumidores sobre transações eletrônicas. No encontro, o representante da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Luís Cláudio Rossi, elencou uma série de iniciativas das instituições financeiras para combater o problema de fraudes. Ele citou a eliminação de senhas óbvias, utilização intensiva de criptografia, uso do "smartcard" para diminuir a clonagem de cartões, implantação de câmeras em caixas eletrônicos e limites de saques em horários noturnos nos caixas eletrônicos, monitoramento 24 horas de tentativas de invasão de hackers em sites de bancos e implantação da certificação digital, entre outros.No entanto, ele admitiu que ainda há muito a ser feito e cobrou do governo leis específicas que penalizem os fraudadores. Segundo ele, a estimativa é de que em um ano todos os bancos já tenham câmeras instaladas, nas agências ou caixas eletrônicos.

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