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Procon-SP defende consumidora

O Procon-SP, órgão estadual de defesa do consumidor, informa que a dentista Mirian Pereira Novaes tem todo direito de ser ressarcida. A dentista comprou um Kia, tipo Shuma, versão H. 215, cor bege trigo, zero quilômetro, em setembro do ano passado na Car Place. O carro veio batido na lateral traseira e Mirian só percebeu um mês depois. Aceitou o conserto da concessionária, mas alega que o carro não ficou bom. Por isso, resolveu pedir à concessionária um novo carro da mesma cor. Como não havia outro modelo bege trigo disponível, a concessionária ofereceu um carro preto, e segundo Mirian, de valor inferior. Ela desembolsou R$ 28.200 e o preto valeria R$ 25.300. A diferença seria pela cor, o bege e metálico e por isso mais caro. Outro fator que deixou o carro de Mirian mais caro foi a troca que ela fez dos bancos originais por de couro. De acordo com a técnica de defesa do Consumidor, Cecília Rodrigues, o fato de a autora da ação não perceber que o carro estava batido não significada nada. Segundo Cecília, Mirian não tem obrigação de perceber um defeito não aparente. "Se ela tivesse visto o problema, não tiraria o carro da concessionária", diz Cecília. Sobre a hipótese da concessionária de que o carro teria saído da loja perfeito e de Mirian teria batido o Shuma depois, Cecília é enfática: "Se fosse isso mesmo, a concessionária teria escrito em um papel essa ressalva", disse.Ainda de acordo com a técnica do Procon-SP, o fato de Mirian ter aceitado o conserto não a impede de querer ser ressarcida agora. "Ela não tinha obrigação nenhuma de aceitar essa proposta da concessionária", disse. Segundo ela, Mirian agiu de "boa fé" novamente. "Já que não deu certo, ela tem todo direito de recorrer à Justiça."

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