Procura por ações do BB deve superar oferta

A venda de apenas R$ 500 milhões em ações ordinárias (ON, com direito a voto) do Banco do Brasil com o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de um total de R$ 1,450 bilhão a ser ofertado, não deverá atender à procura de trabalhadores interessados nos papéis da instituição. A avaliação é do presidente do Instituto FGTS Fácil (www.fgtsfacil.org.br), Mário Alberto Avelino. "Com base em pesquisas do instituto e pela venda de ações da Vale do Rio Doce, ocorrida no primeiro semestre, em que 728 mil trabalhadores disponibilizaram R$ 3,4 bilhões, para uma oferta de R$ 1 bilhão, ou seja, os optantes puderam comprar somente 29% do valor desejado, podemos afirmar que não haverá ações suficientes do Banco do Brasil para atender todos os interessados." Avelino destaca que a principal diferença entre o novo leilão e os anteriores, para venda de ações da Petrobrás e da Vale, é que não haverá desconto para o trabalhador que usar o FGTS na compra dos papéis do Banco do Brasil. No leilão das ações da Petrobrás, o abatimento foi de 20% e no da Vale do Rio Doce, de 5%. Mesmo assim, na sua avaliação, será vantajoso para o trabalhador adquirir as ações do banco. Primeiro, porque o dinheiro do FGTS rende apenas 3% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). "As ações do Banco do Brasil são estáveis, com rendimento gradual, mas sempre para cima." Segundo, porque ele estará adquirindo papéis de uma empresa sólida. "No primeiro semestre, o Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 800 milhões. Além disso, com a oferta das ações, o governo estará vendendo 17% de sua participação no banco, ou seja, a ingerência do Estado na instituição tende a ser cada vez menor, o que deve aumentar a sua competitividade."

Agencia Estado,

16 de setembro de 2002 | 09h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.