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Procura por preços baixos faz Bovespa ignorar NY e subir

Alta nos preços de petróleo e commodities também ajudam e Bolsa de SP fecha em alta de 0,59%

Claudia Violante, da Agência Estado,

19 de agosto de 2008 | 17h40

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ignorou o mau humor externo e recuperou nesta terça-feira, 19, uma parte das perdas de segunda, que levaram o índice ao menor nível de pontos em quase um ano. Os preços atraentes, aliados à alta dos preços do petróleo e das commodities metálicas, fizeram com que a Bolsa fechasse em alta, na contramão dos principais índices acionários globais.  Veja também:Dólar cai abaixo de R$1,63 após sessão volátil O Ibovespa fechou em alta de 0,59%, aos 53.638,7 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 52.345 pontos (-1,84%) e a máxima de 54.329 pontos (+1,88%). No mês, ainda acumula perdas de 9,86% e, no ano, de 10,58%. O giro financeiro somou R$ 4,599 bilhões (preliminar).  Na abertura, a Bovespa acompanhou o comportamento dos pregões globais, que recuavam em reação às notícias ruins vindas do segmento financeiro norte-americano e também aos indicadores desfavoráveis à economia dos EUA.  Os destaques foram a notícia de que o banco de investimentos Lehman Brothers estaria negociando a venda de sua unidade de gerenciamento de ativos para cobrir o buraco em seu balanço patrimonial; a declaração do ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kenneth Rogoff de que um grande banco dos EUA poderá quebrar nos próximos meses - os cotados seriam Merrill Lynch e Wachovia, segundo afirmação de segunda-feira do chefe de investimento do Cumberland Advisors, David Kotok; e a afirmação do Goldman Sachs de que a seguradora AIG pode perder até US$ 20 bilhões em suas aplicações em obrigações de dívida colateralizada (CDO) e, por causa disso, sofrer rebaixamentos de seus ratings.  Os indicadores não foram menos desanimadores: a inflação no atacado, medida pelo PPI, subiu 1,2% em julho ante junho, mais que o dobro do 0,5% esperado pelos analistas. Ante julho do ano passado, o índice quase chegou a dois dígitos ao avançar 9,8%, o maior aumento desde junho de 1981. O núcleo não foi melhor e subiu 0,7% em julho ante junho, mais que o triplo da alta de 0,2% prevista por analistas, e 3,5% ante julho de 2007, o maior avanço em 17 anos.  O arremate da teoria da estagflação veio do número de construções residenciais iniciadas, que caiu 11% em julho. O dado tem o mérito de ter vindo ligeiramente melhor do que o tombo de 11,8% estimado pelos analistas, mas não se pode dizer que ele foi saudável: ficou no mais baixo nível desde março de 1991. Com tudo isso, o dólar se enfraqueceu e o petróleo engrossou a voz. Acabou virando a queda da abertura e subiu 1,47% no fechamento pelo contrato de setembro negociado na Nymex. O preço final foi de US$ 114,53. As commodities metálicas acompanharam a alta. Com isso, o Dow Jones terminou em -1,14%, aos 11.348,6 pontos, o S&P recuou 0,93%, aos 1.266,68 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,35%, para 2.384,36 pontos.  O avanço das commodities serviu de desculpa para os investidores domésticos irem às compras, mas foram mesmo os preços mais do que atrativos a principal justificativa para a Bovespa subir. Os ganhos, entretanto, foram bastante reduzidos no final, por causa justamente das quedas em Nova York. Petrobras ON avançou 2,93%, PN, 3%, Vale ON, 1,53%, e PNA, 1,52%.

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