Procurador contesta decreto sobre o "corralito"

O procurador da República da Argentina, Eduardo Mondino, apresentou pedido de "inconstitucionalidade" do decreto que suspende por 120 dias a devolução dos depósitos do "corralito". Ele qualificou o decreto de "arbitrário". Uma denúncia penal contra o presidente Eduardo Duhalde também já foi apresentada à Justiça Federal. A denúncia acusa o presidente e os membros de seu gabinete de "abuso de autoridade e violação dos deveres de funcionário públicos". Segundo o chefe de gabinete da Presidência, Alfredo Atanasof, o decreto tem o objetivo de "ganhar tempo necessário para equilibrar a saída do corralito de forma mais justa". Há mais de 300 mil pesosas que têm menos de 400 pesos nos bancos. Como não podem pagar advogados, não conseguem sacar o dinheiro, disse Atanasof, em entrevista aos correspondentes estrangeiros. Atanasof levantou dúvidas sobre a forma dos processos judiciais, que privilegiam quem tem grandes somas confiscadas pelo corralito e não ajudam quem tem contas menores. Ele negou que haja um acordo entre o Executivo e o Judiciário para avaliar o decreto presidencial, mas disse acreditar que o governo terá apoio da Justiça.

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 14h20

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