Procurador do MPF vai avaliar declarações de Haroldo Lima

Cláudio Gheventer vai apurar possíveis irregularidades no anúncio de reservas de petróleo pelo diretor da ANP

Kelly Lima, da Agência Estado,

15 de abril de 2008 | 14h40

O procurador Cláudio Gheventer, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro instaurou procedimento administrativo para avaliar possíveis irregularidades nas declarações do diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, sobre a perspectiva de existirem indícios de uma reserva de 33 bilhões de barris de óleo equivalente na área chamada de Carioca, no pré-sal da Bacia de Santos.   Veja também: Pão de Açúcar: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo 'Brasil pode se unir à Opep', diz jornal americano Descobertas vão render R$ 160 bi  Novo megacampo no Brasil mexe com bolsas de Londres e Madri  A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País  A exploração de petróleo no Brasil    Desta avaliação, segundo a assessoria de imprensa do MPF, pode vir ou não a abertura de um inquérito. Não há prazo para que o procurador emita sua decisão.   A possível irregularidade estaria no fato de o anúncio feito por Lima e não ter sido confirmado pela Petrobras. Segundo a Lei do Petróleo cabe à ANP apenas divulgar números de reservas consolidadas do País e não indicações sobre possíveis reservas de uma determinada empresa.   Na segunda-feira, a divulgação feita por Lima fez com que as ações da Petrobras disparassem na Bolsa. O anúncio foi criticado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pediu explicações à Petrobras.

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