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Procuradoria da República quer processar Gustavo Franco

O procurador da República, Luiz Francisco de Souza, disse há pouco, na Comissão de Finanças e Controle do Senado, que pretende processar o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, por causa do esquema de remessa ilegal de divisas ao exterior, ocorrido entre 1996 e 1999, por meio do Banestado e outras instituições em Foz do Iguaçu. Para o procurador, houve uma "postura permissiva" do Banco Central em relação à utilização das agências bancárias de Foz do Iguaçu e das contas CC5. Luiz Francisco participa de audiência pública na comissão do Senado sobre o esquema que, segundo a Procuradoria-Geral da República, desviou cerca de US$ 30 bilhões para o Exterior naquele período. De acordo com Luiz Francisco, o valor corresponderia a cerca de 70% "do dinheiro sujo do País". Para a procuradoria, esse dinheiro pode ter vindo de narcotraficantes e até de empresários e políticos corruptos. Luiz Francisco disse ainda que a procuradoria apóia a proposta da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) de criar uma CPI ? Comissão Parlamentar de Inquérito ? para investigar as irregularidades.Segundo exposição feita pouco antes pelas procuradoras Raquel Branquinho Nascimento e Valquíria Quixadá Nunes, o esquema operava por meio de doleiros, que atuavam em Foz do Iguaçu, e de contas CC5 abertas em nome de laranjas nas agências do Banestado, Banco do Brasil, Bemge, Banco Araucária e Banco Real. Dali, o dinheiro era enviado para instituições financeiras no exterior, sendo que grande parte ia para a agência do Banestado, em Nova York. As investigações feitas pelo Ministério Público, Receita Federal e Polícia Federal identificaram 137 contas nessa agência, tendo recebido US$ 14 bilhões em depósitos. De Nova York, havia ainda ramificações para outras 37 mil contas em vários destinos do mundo. A audiência pública continua na Comissão, com o questionamento dos senadores.

Agencia Estado,

14 de maio de 2003 | 14h25

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