‘Procuro aprender. A função pede’

Jovem agrega cursos a sua atuação com finanças

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2014 | 02h12

A jovem Isadora Gomes dos Santos, de 27 anos, encaminha-se gradativamente para ser uma profissional generalista, embora não descuide de sua expertise. Graduada em relações internacionais, sua trajetória no trabalho sempre esteve ligada à área de planejamento financeiro.

Inicialmente, ela viveu uma experiência em uma organização do setor imobiliário. Passados cinco anos, mudou de emprego e passou, há quatro meses, a exercer a mesma atividade, dessa vez no ramo do varejo.

Como consultora de planejamento e controle de uma grande companhia, ela tem contato diário com a área de contabilidade e com as equipes comerciais e a de planejamento estratégico, "Recebemos resultados, analisamos dos dados do balanço, vemos quais são os investimentos em loja e o que foi feito para alavancar as vendas", resume.

Isadora considera o relacionamento interpessoal o maior desafio de sua atual função, porque os conhecimentos técnicos, ainda que possivelmente não dominados, poderiam ser aprendidos em cursos de qualificação e com o auxílio de colegas mais experientes. Ela, aliás, não deixa os estudos de lado.

"Apesar de eu ser de finanças, procuro aprender outras coisas porque minha função pede." Depois da faculdade, ela participou de um curso de especialização em administração empresadas e, no ano passado, viajou à China para estudar negócios e empreendedorismo por uma semana - no futuro, ela ficaria satisfeita em desenvolver e gerir uma companhia criada por ela, embora ainda não tenha claros os pontos de distinção da empresa frente os concorrentes.

Este ano, ela pretende passar mais uma semana na academia, mas, desta vez nos Estados Unidos e para aprofundar seus conhecimentos na área em que atua mais fortemente: o curso no exterior terá como foco finanças e gestão de risco.

Os próximos passos de seu desenvolvimento na carreira seriam na gerência da área de controladoria e planejamento financeiro. "Eu gostaria de trabalhar com a mesmo tipo de assunto em alguns anos, mas como diretora de uma grande empresa", confessa.

Por enquanto, na condição de consultora, o maior prazer, segundo ela, é verificar como atitudes e decisões tomadas internamente todos os dias se convertem em resultados para a companhia. "No Black Friday (megapromoção anual famosa nos Estados Unidos e cada vez mais popular no Brasil), acompanhei como estavam sendo feitas as propagandas. Depois, no balanço, foi possível ver qual foi o impacto de toda aquela ação", diz.

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