Produção cai, mas estimativa para vendas do Natal é de alta

A queda de 1,1% na produção industrial paulista em setembro ante o mesmo mês de 2004, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e de 2% sobre agosto, conforme o Indicador do Nível de Atividade Fiesp/Ciesp, pintaram um quadro sombrio para este quarto trimestre. Mas a expectativa de vendas para o Natal é bem menos pessimista do que sugerem os números da produção. As perspectivas para o setor eletroeletrônico, por exemplo, são positivas para os próximos meses, de acordo com balanço feito por Luiz Cezar Elias Rochel, gerente de Economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). "A proximidade do fim de ano estimula os negócios da indústria, que abastecerá o comércio para as vendas de Natal. As expectativas de vendas são melhores do que as realizadas em 2004", segundo o economista. As indústrias do setor esperam encerrar o ano com faturamento de R$ 95,5 bilhões, crescimento nominal de 17% sobre 2004. A Abinee também considera favorável para os negócios o afrouxamento da política monetária, com corte da Selic por dois meses consecutivos. Brinquedos A indústria de brinquedos estima uma aumento de 10% nas receitas no Natal deste ano, embora os preços médios tenham caído ao longo de 2005. O mês de setembro é o ponto alto da produção para o Natal. Neste ano, o volume fabricado foi 8% superior ao mesmo mês do ano passado. O esperado resultado das vendas de final de ano deve fazer com que o setor encerre o ano em um patamar 4% superior a 2004. "De qualquer forma, essa estimativa não está fácil de cumprir", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Synésio Baptista da Costa. Já a estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) para as vendas no Natal são de alta de 4% sobre o mesmo período de 2004. O número é bem inferior à projeção de crescimento para o ano, de 14% ante 2004.

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