SERGIO MORAES/REUTERS
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Produção da Petrobrás tem queda de 4,1%; com 1,765 mi barris por dia

A companhia destacou que, apesar do aumento na comparação trimestral, os números foram inferiores ao projetado

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 18h21

A produção nas refinarias da Petrobrás atingiu 1,765 milhão de barris por dia (bpd) no segundo trimestre de 2019, queda de 4,1% na comparação anual, mas alta de 1,4% frente ao trimestre imediatamente anterior. O recuo reflete, entre outros fatores, paradas de manutenção em alguns segmentos e queda de demanda.

Na comparação trimestral, entretanto, o avanço refletiu as menores paradas de manutenção, além do crescimento da demanda no intervalo de tempo. A maior demanda, por sinal, levou a Petrobrás a elevar o fator de utilização das unidades de destilação, passando de 75% nos primeiros meses deste ano para 76% no segundo trimestre.

No caso do diesel, a estatal apontou queda de 3,9% na produção na comparação anual, para 720 mil barris por dia, por causa das maiores paradas, sobretudo em unidade de hidrotratamento, craqueamento e coque. Na comparação trimestral, a produção aumento 5,9%. “Esse crescimento nos permitiu suprir integralmente o aumento da demanda, consequentemente reduzindo a importação de diesel no período”, destacou a estatal. Já as vendas de diesel foram de 732 mil bpd, alta de 4,9% no trimestre e de 3,3% no ano - este último, favorecido pelo efeito da greve dos caminhoneiros, de maio, no segundo trimestre de 2018.

A empresa destacou ainda que perdeu parte do seu market share em diesel no período, que foi de 84,2% para 82,7%,

Gasolina

No trimestre, a produção da gasolina permaneceu estável em relação aos primeiros meses do ano, em 388 mil barris por dia, mas caiu 5,6% na comparação anual, frente a menor demanda no mercado, disse a estatal. Já as vendas fecharam em 367 mil bpd, queda de 12,4% no ano, sobretudo por causa da perda de participação do combustível contra o etanol hidratado em veículos flex."

“Adicionalmente, ocorreu aumento das importações por terceiros, redução da frota de veículos movidos somente a gasolina e aumento de eficiência de motores na frota total, ocasionando a queda do market share de 84,3% no 2T18 para 79,7% no 2T19”, apontou a empresa.

Óleo

Além disso, a produção da Petrobrás no segundo trimestre de 2019 atingiu 2,553 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), queda de 0,4% ante os 2,563 milhões de boed em igual trimestre do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses do ano, entretanto, quando era de 2,461 milhões de boed, o número mostra avanço de 3,7%. Segundo a empresa, a queda na comparação anual refletiu a venda de 25% do campo de Roncador e dos ativos da Petrobrás América, que mais do que compensaram os ganhos com o ramp-up das plataformas do pré-sal nos campos de Búzios e Lula.

A companhia destacou que, apesar do aumento na comparação trimestral, os números foram inferiores ao projetado, “principalmente devido às dificuldades enfrentadas no mês de junho com a estabilização das plantas de gás dos novos sistemas de produção de Búzios devido a sua maior complexidade”, diz o relatório, destacando ainda parada programada de 14 dias em operações no campo de Lula.

Em águas rasas, a produção de óleo foi de 62 mil de bpd, queda de 17,8% em comparação ao trimestre imediatamente anterior e 34,2% no ano. “Essa queda deveu-se à parada de produção definitiva das plataformas P-9 e PNA-1, que encerraram seu ciclo de produção após mais de 38 anos”, explicou a estatal.

Corte

A Petrobrás cortou em 3,6% sua perspectiva de produção neste ano de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) para 2,7 milhões de boed, com variação de 2,5% para mais ou para menos. Os números foram divulgados em relatório de produção da estatal para o segundo trimestre, na madrugada desta sexta-feira.

De acordo com a estatal, o corte refletiu sobretudo as dificuldades enfrentadas no mês de junho com a estabilização das plantas de gás dos novos sistemas de produção de Búzios, devido a sua maior complexidade, o que elevou o tempo de comissionamento das plantas de gás. “Esses fatores causaram a postergação da entrada de novos poços produtores, resultando em uma produção em Búzios de 180 mil boed abaixo do previsto no mês de junho". A estatal lembra ainda que houve parada não programada de 14 dias no FPSO Cidade de Mangaratiba no campo de Lula para correção no sistema de desidratação de gás, que impactou em 60 mil boed a produção de junho.

A empresa destacou que as operações já mostraram melhora operacional em julho, com produção

média retomada ao patamar de 2,7 milhões de boed.

Pré-sal

No segundo trimestre, a produção nos campos do pré-sal atingiu novo recorde mensal de 2,07 milhões de boed, e um novo recorde diário de 2,21 milhões boed no final de junho. “A nossa produção de óleo no pré-sal continua crescente, registrando um aumento de 12,7% em relação ao trimestre anterior, principalmente devido ao ramp-up das novas plataformas, que contribuiram com 170 Mboed”, apontou a estatal, destacando que o pré-sal respondeu por 57% da produção total no trimestre, contra 48% um ano antes.


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