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Produção da Vale é recorde no 2º trimestre

Mineradora produziu 79,4 milhões de toneladas entre abril e junho, maior volume já registrado nesse período do ano; produção de níquel teve queda

MARIANA DURÃO / RIO , O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2014 | 02h04

A Vale anunciou, ontem, o melhor segundo trimestre de sua história na produção de minério de ferro, com um total de 79,4 milhões de toneladas. O resultado, 12,6% superior ao do mesmo período de 2013, veio acima das expectativas do mercado. O números, somados aos dados positivos sobre a atividade industrial na China, impulsionaram os papéis da companhia no pregão da BM&FBovespa. As ações ordinárias (com direito a voto) encerraram o dia com alta de 1,92%. Já os papéis preferenciais avançaram 1,44%.

Em seu relatório de produção, a Vale atribuiu o bom desempenho operacional a melhores condições climáticas e ao desenvolvimento da Planta 2, em Carajás (PA), e da nova planta de Conceição Itabiritos, no Sistema Sudeste (MG).

No sistema Norte (Carajás), onde está o maior projeto de expansão da Vale, foram produzidas 29,3 milhões de toneladas de minério de ferro de abril a junho. Foi um novo recorde para um segundo trimestre, alta de 33,7% sobre o mesmo trimestre de 2013.

Para a Vale, a marca de 150,5 milhões de toneladas produzidas nos seis primeiros meses do ano aumenta a confiança da companhia em atingir a meta de produção de 312 milhões de toneladas para 2014.

A performance da mineradora foi bem recebida pelo mercado. Para o analista de investimento Pedro Galdi, da SLW Corretora, o indicador de produção sinaliza que o resultado que será divulgado pela Vale no dia 31 de julho pode surpreender. A produção de minério superior às estimativas do mercado pode ajudar a minimizar o impacto da queda dos preços do minério de ferro no período, avalia. O preço da commodity iniciou o ano em torno de US$ 140 e chegou a cair abaixo de US$ 90 no segundo trimestre.

Em relatório, o banco Goldman Sachs destacou que o volume de 79,4 milhões de toneladas - excluída a produção da Samarco - veio 7,6% acima de suas estimativas. Os analistas do banco, Marcelo Aguiar, Humberto Meireles e Diogo Miura, lembram ainda que os embarques são sazonalmente mais fortes no segundo semestre, o que pode favorecer a empresa.

Dados positivos sobre a atividade industrial da China, divulgados ontem, também foram uma boa notícia para a Vale, que tem o país asiático como principal destino de seu minério. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China, medido pelo HSBC, subiu para 52,0 em julho, o maior nível em um ano e meio.

Níquel. Por outro lado, a produção de níquel, segundo negócio mais importante da Vale, teve queda acentuada no segundo trimestre do ano, somando 61,7 mil toneladas. No ano anterior, o volume produzido de abril a junho foi de 65,2 mil toneladas. O desempenho foi prejudicado por paradas de produção e um acidente em Sudbury, no Canadá, em abril deste ano.

Apesar da má notícia do lado operacional, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo das ADRs (recibos de ações da Vale negociados nos Estados Unidos) após sua equipe global de commodities revisar para cima as projeções para os preços do níquel. / COLABOROU BETH MOREIRA

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