Produção de aço no Brasil cresce mais que no mundo em maio

Crescimento anual do setor no País foi de 14,7%, com 3,3 milhões de toneladas, ante alta de 4,2% no mundo

Reuters,

20 de junho de 2011 | 11h05

A produção brasileira de aço bruto subiu mais que a média mundial em maio na comparação anual, em meio a um cenário interno de demanda aquecida e contabilização de operações de novas unidades produtivas no país.

A produção de aço bruto do Brasil em maio somou 3,276 milhões de toneladas, crescimento anual de 14,7% que inclui produção da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). A empresa começou a produzir placas para exportação no Rio de Janeiro no final do primeiro semestre do ano passado.

Enquanto isso, no mundo, o total produzido no mês passado foi de 129,86 milhões de toneladas, crescimento de 4,2%.

Na China, maior produtor e consumidor de aço do mundo, as usinas siderúrgicas do país produziram 60,2 milhões de toneladas em maio, expansão de 7,8%.

O Instituto Aço Brasil (IABr) informou que deve divulgar seus números consolidados sobre o desempenho do setor em maio entre segunda e terça-feira.

Segundo a WSA, a produção de aço bruto acumulada de janeiro a maio pelo Brasil é de 14,753 milhões de toneladas, expansão de 9% sobre o mesmo período de 2010 e salto de 71% sobre os cinco primeiros meses do fraco ano de 2009.

Já a produção mundial acumula crescimento 7,3% contra 2010 e de 39,9% sobre o mesmo período de 2009.  

Worldsteel

A produção mundial de aço bruto subiu 4,2% em maio, para 130 milhões de toneladas, em comparação com 124,6 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, afirmou a Associação Mundial de Aço (Worldsteel). No Brasil, a produção de aço bruto cresceu 14,7% em maio na comparação anual, para 3,3 milhões de toneladas.

O aumento global foi impulsionado pelo forte crescimento da produção em muitas regiões, particularmente na China. A China, que é o maior produtor de aço do mundo, produziu 60,2 milhões de toneladas em maio, uma alta de 7,8% sobre o mesmo mês de 2010.

Também houve crescimento na produção em outras regiões importante na Ásia, América do Norte, América do Sul e na Comunidade dos Estados Independentes. Essas altas contrabalançaram a queda de 1,3% registrada na União Europeia.

Os números são calculados com base em relatórios de 64 países enviados à Worldsteel - uma associação que representa cerca de 85% do aço mundial. O grupo afirmou que a taxa de utilização da capacidade dos 64 países foi de 81,7% em maio, 0,6 ponto porcentual menor do que em abril deste ano e do que em maio de 2010.

Com informações da Dow Jones e Agência Estado.

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