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Produção de aço recua 39% em fevereiro

Paralisação de um alto-forno da CSN por 49 dias, anunciada ontem, deve fazer com que os próximos números também sejam ruins

Daniele Carvalho, RIO, O Estadao de S.Paulo

18 de março de 2009 | 00h00

A retração da demanda mundial por aço ainda castiga o setor siderúrgico brasileiro. De acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), foram produzidos 1,7 milhão de toneladas de aço bruto em fevereiro, 39% menos que o produzido em igual mês do ano passado - embora 2,3% mais que em janeiro. Na avaliação do IBS, apesar de muito pequeno, o aumento da produção em fevereiro já pode ser visto como um sinal positivo. "O fato de não termos registrado uma queda no volume produzido frente a janeiro já é um sinal muito positivo. Apesar de o crescimento ter sido pequeno, pode ser um indício de que estamos começando a sair do fundo do poço", afirma o vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes. Nos laminados, a recuperação foi mais expressiva, apresentando elevação de 11% em relação a janeiro, para 1,1 milhão de toneladas. Em relação a fevereiro do ano passado, no entanto, houve queda de 44,3% na produção. No que diz respeito às vendas internas, o resultado do mês passado foi de 958 mil toneladas de produtos, com expansão de 0,8% ante janeiro e queda de 47,2% na comparação com fevereiro de 2008."O foco das siderúrgicas tem sido o mercado interno. As medidas do governo para o setor automobilístico surtiram efeito e há a expectativa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento", acrescenta.A forte briga por preço no exterior fica clara nos números das exportações no mês de fevereiro, que cresceram 8,2% em relação a janeiro, enquanto a receita caiu 31,2% no período. Comparado com fevereiro de 2008, o volume de exportações caiu 45,6% no mês passado. O menor número de dias úteis em fevereiro ajudou a reduzir a produção, segundo Lopes.Ele critica a utilização de alíquota zero para a importação de oito tipos de produtos siderúrgicos, "o que promove uma concorrência predatória no mercado interno". Segundo o IBS, as importações totais do setor em fevereiro cresceram 3,5% em relação a janeiro. Para os próximos meses, a expectativa é de que os números da produção nacional de aço bruto sejam menores por conta da paralisação do alto-forno 2 da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A empresa deve paralisar o equipamento por 49 dias a partir do dia 22. Segundo a CSN, a manutenção foi postergada no ano passado por causa da demanda aquecida. A partir de novembro, as fabricantes de aço anunciaram paradas de manutenção com o objetivo de ajustar os estoques elevados por causa da crise econômica. A Gerdau realizou paradas em duas subsidiárias no Peru e em Minas Gerais. Na unidade mineira, a produção foi reduzida em 16%. As medidas duram até este mês. A ArcelorMittal Brasil antecipou a parada de manutenção de um alto-forno da unidade de Tubarão, concedeu férias coletivas e licenças remuneradas na unidade de aços longos no fim do ano passado. Atualmente, essa unidade trabalha entre 60% a 70% da capacidade. A Usiminas comunicou a suspensão do alto-forno 1 da unidade de Cubatão (SP), por aproximadamente 90 dias. A parada foi iniciada em 9 de março. Com isso, a empresa estima reduzir a produção de ferro gusa em aproximadamente 270 mil toneladas, ou cerca de 6% da capacidade anual dessa usina. COLABOROU PAULO JUSTUS NÚMEROS1,7 milhãofoi o total de toneladas de aço bruto produzido em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pelo IBS11%foi quanto o segmento de laminados ampliou sua produção no período, a maior alta do setor8,2%foi quanto as exportações aumentaram em fevereiro em relação a janeiro

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