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Produção de bens de capital cresce quase 20% em 2007

Expansão da categoria - que sinaliza os investimentos - foi a maior desde 2004, segundo o IBGE

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

08 de fevereiro de 2008 | 11h52

A produção de bens de capital, que sinaliza o desempenho dos investimentos, subiu 19,5% em 2007, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 8. O forte aumento, de acordo com o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, "é uma característica de qualidade no crescimento da indústria" no ano passado.  Para ele, os resultados dessa categoria - que mostrou no ano passado a maior expansão desde 2004, quando tinha crescido 19,7% - revelam que houve uma significativa demanda por investimentos e a produção de máquinas e equipamentos acompanhou essa demanda. O crescimento de bens de capital, segundo ele, "cria mais capacidade na indústria para atendimento a possível aumento de demanda". Sales observou que o aumento dos investimentos é comprovado não apenas pela produção de bens de capital, mas também pelas importações dessa categoria, que cresceram 33% no ano passado ante 2006.  Ele lembrou que esses dados terão um impacto importante na taxa de investimento (Formação Bruta de Capital Fixo sobre o PIB) do ano passado, cujo resultado será apresentado pelo IBGE no dia 12 de março. Os resultados de bens de capital mostram um aumento "espalhado" dos investimentos em 2007, segundo Sales. No acumulado do ano, houve incremento significativo em bens de capital para indústria (17,0%), para agricultura (48,3%), para transporte (18,1%), para energia (26,0%), para construção (18,7%) e para uso misto (inclui equipamentos de informática e de refrigeração, entre outros, 15,4%). Bens de consumo Já a categoria de bens intermediários cresceu 4,9% no ano passado, enquanto os bens de consumo duráveis tiveram expansão de 9,2%. Nesta segunda, a alta foi puxada especialmente por automóveis (9,2%) e eletrodomésticos (12,6%).  No caso dos eletrodomésticos, houve desempenho positivo dos produtos de linha branca (geladeira, fogão, com 11,1%) e de eletroportáteis domésticos (2,5%), enquanto o segmento de linha marrom (TV e som) registrou queda de 11,1% no ano. O coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, disse que a produção de automóveis foi puxada especialmente pelo mercado interno, com impulso do crédito e da renda, mesmos fatores que impulsionaram os bens de consumo duráveis em geral. Segundo ele, o desempenho da linha branca superou o da linha marrom, no caso dos eletrodomésticos, porque os televisores são mais sensíveis à concorrência de similares importados. Ainda no que diz respeito aos bens duráveis, houve crescimento no ano passado de celulares (2,0%) e mobiliário (4,8%). Segundo Sales, ambos expandiram abaixo da média da indústria (6,0%) porque os celulares perderam dinamismo nas exportações e os móveis vêm sofrendo concorrência de importados.  Para os bens de consumo semi e não duráveis, houve alta de 3,4%.

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