Produção de eletrônicos em emergentes dobrará em cinco anos

Estudo da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial (Bird) para o setor privado, e da Booz Allen Hamilton mostra que a produção de eletrônicos nos países emergentes vai crescer cerca de 100% em apenas cinco anos, passando de US$ 65 bilhões, em 2001, para US$ 125 bilhões em 2005. E mais, os produtos eletrônicos (monitores, semicondutores, conectores, cabos, computadores e periféricos, entre outros) serão responsáveis por 43% do crescimento do setor de manufaturados no mundo. "O setor eletrônico, que se esforça para reduzir seus custos e encontrar mercados que permitam novas possibilidades de crescimento, está transferindo, cada vez mais, suas operações de fabricação para o mundo em desenvolvimento, onde a China é o principal destino", diz um comunicado da IFC.Participação da China é de 77%De acordo com o estudo, 77% desse crescimento será de responsabilidade da China, cuja fatia na produção mundial de dispositivos eletrônicos aumentará de 8% para 14% nesse período. "Essa taxa de crescimento será duas vezes maior que a de qualquer outra região no planeta", acrescenta o comunicado da IFC. De fato, o estudo estima que, no ano de 2005, o valor da produção de dispositivos eletrônicos na China subirá para US$ 80 bilhões, superando a produção da Europa Ocidental, estimada em US$ 73 bilhões."O crescimento nos mercados emergentes, excluindo a China, também será verificado em outros países em desenvolvimento da Ásia, da Europa Oriental e no México", afirma o estudo. De acordo com a IFC e a Booz Allen, as funções de engenharia e design também serão transferidas para os mercados emergentes, onde os custos de mão-de-obra são muito mais baratos do que nas regiões desenvolvidas.Outras regiõesO estudo informa, por exemplo, que a Índia e a Rússia, principalmente, dispõem de abundante mão-de-obra altamente qualificada e os custos neste último são 80% inferiores do que nas nações industrializadas. Para chegar a essas cifras, a IFC e a Booz Allen entrevistaram 117 empresas fabricantes de dispositivos eletrônicos de diferentes escalas em várias regiões do mundo. Além disso, realizaram amplas investigações para quantificar a transferência de produção aos países em desenvolvimento. O estudo cobriu todos os componentes da cadeia de valor do setor de produção. "Este extraordinário incremento da produção coloca em evidência o crescente vigor dos mercados emergente", diz Dick Ranken, diretor do Departamento de Produção e Serviços mundiais da IFC. Para Barry Jaruzelski, vice-presidente da Booz Allen, os mercados emergentes oferecem reduções essenciais de custo para sobreviver na atual conjuntura, que é extremamente competitiva. "As grandes multinacionais estão liderando a marcha para os mercados emergentes e estão levando com elas as pequenas e médias empresas fornecedoras", acrescenta Jaruzelski.Para obter o estudo "Electronics Industry in Emerging Markets", a IFC informa ser necessário entrar em contato com Karen Guterl (guterl_Karen@bah.com) ou com Corrie Shanahan (cshanahan@ifc.org).

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