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Produção de fertilizantes no foco de gigantes globais

Uma imensa jazida de fosfato da canadense Mbac, cujo potencial estaria próximo de 800 mil toneladas anualmente, deve tornar a região do Araguaia exportadora de um insumo muito cobiçado. E pode derrubar os custos com fertilizantes, cujas matérias-primas são todas importadas, boa parte delas entrando por Paranaguá, a 2,1 mil km da região.

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2013 | 02h17

Misturadores de fertilizantes, como Tocantins, Yara, Mosaic e ADM, chegaram ou estão chegando ao Vale para garantir sua fatia. "Quando vier pela ferrovia, o frete cai de R$ 200 para menos de R$ 100 a tonelada", avalia o gerente regional da Tocantins, Gleyson Ferreira. A fábrica da empresa, concluída há um ano, produzirá 220 mil toneladas por ano e atenderá 30% do mercado.

Mas há um fator limitante: a falta de calcário. Há três jazidas, mas os problemas de logística impõem um "teto" de 200 mil hectares/ano para a ampliação das áreas de soja e milho. As jazidas próximas ao Vale produzem juntas 2 milhões de toneladas anuais.

As limitações logísticas também atingem a produção de sementes. As estradas ruins e insuficientes impedem o desenvolvimento de um mercado local. "Esse transporte encarece o produto final", diz o representante comercial da DuPont Pioneer, Marcelo Marca. Alguns produtores começam a se movimentar para tentar produzir sementes na região.

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