Thiago Silva/Estadão
Thiago Silva/Estadão

Produção de grãos deve crescer até 15,6% na safra 2016/17

Aumento da produção se deve à melhora das condições climáticas no País; primeira safra do milho é destaque positivo

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2016 | 11h19

SÃO PAULO/RIO - A produção brasileira de grãos na safra 2016/17 deve alcançar entre 210,9 milhões e 215,1 milhões de toneladas. O resultado corresponde a um crescimento de 13,3% a 15,6% em comparação com a safra anterior 2015/16, que ficou em 186,1 milhões de t. Os números fazem parte da segunda estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quinta-feira, 10, em Brasília (DF).

O levantamento mostra, ainda, que a área de plantio deve registrar crescimento de 0,3% a 2,3% em relação à safra anterior, para entre 58,48 milhões de hectares e 58,48 milhões de hectares. Conforme a Conab, com exceção do algodão e do amendoim primeira safra, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

A soja, principal cultura de verão em termos de produção, deve alcançar de 101,60 milhões de t a 103,51 milhões de t, representando elevação de 6,5% a 8,5%.

A primeira safra de milho deve atingir aumento de 4,7% a 10,4%, passando para 27,06 milhões de t a 28,55 milhões de t. A segunda safra de milho, que será plantada apenas no ano que vem, deve ficar em cerca de 56,8 milhões de t, considerando a média dos últimos 5 anos. Com isso, a safra total do cereal na safra 2016/17 pode crescer de 24,9% a 27,1%, para entre 83,14 milhões de t e 84,63 milhões de t.

Já a produção de algodão pluma deve crescer de 8,1 a 14,8% e pode chegar a 1,5 milhão de toneladas, apesar da redução entre 6,9 e 1% na área cultivada. A produção de arroz, com a retomada de áreas não cultivadas, registra uma perspectiva de produção entre 11,50 milhões de t e 12,08 milhões de t, superior à safra passada entre 8,4% e 13,9%. O feijão primeira safra poderá ficar entre 1,21 milhão e 1,29 milhão de t, com aumento de 17,3% a 24,4%. A leguminosa tem ainda outras duas safra anuais, o que deverá render um total de 3,04 milhões a 3,11 milhões de t (crescimento de 20,8% a 23,7%).

Para a safra de inverno 2016, o trigo é o destaque e a produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será de 331 mil toneladas, com a recuperação da produtividade. A canola e o triticale também apresentaram aumento de área e produtividade. A primeira deve produzir 75 mil toneladas e o segundo, 65,7 mil toneladas.

Estimativa do IBGE.  O primeiro prognóstico para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2017 estima uma safra de 209,4 milhões de toneladas, 13,9% superior ao total obtido em 2016. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todas as regiões devem mostrar aumento na produção: Norte (7,0%), Nordeste (51,0%), Sudeste (10,3%), Sul (5,5%), Centro-Oeste (18,7%).

A soja deve ter um aumento de 7,6% na produção, como consequência de uma elevação de 0,5% na área a ser colhida e avanço de 7,1% no rendimento médio. No total, a safra de soja deve ter 7,3 milhões de toneladas a mais que em 2016. 

O volume representa quase 50% da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas. Segundo o IBGE, o incremento resulta do rendimento médio, que deve ser 7% superior e alcançar 3.111 quilos por hectare. "Este aumento justifica-se pela expectativa de melhores condições climáticas que, de acordo com o IMEA-MT e SEAB-PR, são regulares até o momento, favorecendo o desenvolvimento da cultura nas principais regiões produtoras do País."

Em relação ao milho, o País deve colher 27,8% mais do que em 2016. Os produtores veem aumento de 3,7% na área a ser colhida e elevação de 23,3% no rendimento médio. No total, a produção de milho do ano que vem deve ser 17,7 milhões de toneladas maior que a deste ano. / DANIELA AMORIM

Mais conteúdo sobre:
Conab IBGE Safra Milho Soja Agronegócio

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.