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Produção de motos tem tombo de 31% no ano

Volume produzido de janeiro a setembro é o menor para o período desde 2003; no mês passado, recuo foi de 13,3% em relação a agosto

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2016 | 00h08

Diante da falta de reação do mercado de veículos no Brasil, a produção de motocicletas apresentou mais uma queda em setembro. No mês, foram fabricadas 80.489 unidades, recuo de 13,3% em relação ao nível de agosto e baixa de 32,2% na comparação com setembro do ano passado, segundo dados divulgados pela Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de Motocicletas do País.

No acumulado de janeiro a setembro, o volume produzido apresenta retração de 31% ante igual intervalo de 2015, para 712.870 unidades, o menor volume para o período desde 2003. “As medidas (do governo) para a retomada da economia ainda não foram alinhadas, mantendo o compasso de espera”, afirmou o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, em nota distribuída à imprensa.

Sem a retomada, as vendas ao consumidor também continuam em queda. Em setembro, 66.822 motocicletas foram emplacadas, baixa de 12,6% em relação a agosto. No acumulado do ano a retração é de 27,1%, para 687.280 unidades.

Para Fermanian, o desempenho do mercado em setembro foi prejudicado pela greve dos bancários, que se estendeu por mais de30 dias: “Estima-se que cerca de 4 mil motocicletas poderiam ter sido emplacadas (em setembro), entre consórcios e financiamentos.”

As vendas no atacado (das fábricas para concessionárias) seguiram o mesmo caminho e caíram 8,4% na comparação com agosto, para 76.268 unidades. Na comparação com setembro do ano passado, houve declínio de 26,9%. No ano, as vendas acumulam contração de 28,7%, para 683.453.

Exportações. Enquanto as montadoras de automóveis e veículos pesados têm ampliado as exportações para compensar a queda no mercado interno, as fabricantes de motocicletas não têm conseguido trilhar este caminho. As vendas ao exterior, que caem 4,7% no acumulado do ano até setembro, são prejudicadas pela falta de competitividade das fabricantes brasileiras no mercado sul-americano, explicou Fermanian.

Segundo o presidente da Abraciclo, mesmo com a desvalorização experimentada pelo real desde 2015, as fabricantes brasileiras não conseguem vender suas motos ao mercado externo a um preço inferior ao praticado pelas fabricantes asiáticas, que dominam o abastecimento do mercado sul-americano, que é o principal destino das exportações brasileiras.

De acordo com o executivo, só a Argentina representa entre 70% e 80% das exportações brasileiras.

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