Produção de petróleo aumenta 6% e bate recorde em agosto

Com 2,978 milhões de barris por dia, volume supera em mil barris o recorde anterior, de abril de 2010

Nicola Pamplona / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

O Brasil bateu recorde de produção de petróleo em agosto, com 2,078 milhões de barris por dia, crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2009. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o volume supera em mil barris o recorde anterior, de abril de 2010. Produzido nos campos de Tupi, Jubarte e Cachalote, o óleo do pré-sal contribuiu com 43,087 mil barris por dia no volume de agosto.

Os números fazem parte de um novo levantamento mensal da ANP, que passará a divulgar dados abertos sobre a produção de petróleo por empresa e por campo produtor. As estatísticas de agosto indicam que a Petrobrás foi responsável, como operadora, por 92% da produção nacional de petróleo no mês. Já as companhias privadas responderam por cerca de 160 mil barris de petróleo por dia, os maiores volumes em campos operados pela Shell, Chevron e Devon.

Para compilar os dados, a ANP considerou apenas o operador de cada campo, desconsiderando os outros membros do consórcio. Por isso, o volume não representa necessariamente a parcela da produção que fica com cada companhia. A Chevron, por exemplo, fica com 37,5% dos 64 mil barris por dia produzidos pelo campo de Frade no mês. Na estatística da ANP, tem a produção total do campo.

Somando o gás natural, a produção nacional atingiu em agosto os 2,471 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também recorde. A produção de gás natural no mês passado foi a segunda maior da história, com 62,5 milhões de m³ (metros cúbicos) por dia, alta de 10% ante agosto de 2009. O maior campo produtor de petróleo foi Roncador, na Bacia de Campos, com 323 mil barris por dia. Já no caso do gás, Manati, na Bahia, é o maior produtor, com 6,5 milhões de m³ por dia.

Gás. A ANP detectou uma redução no volume de queima de gás, que atingiu 6,1 milhões de m³ por dia em agosto - no período mais crítico, em junho de 2009, o Brasil queimou um volume superior a 13 milhões de m³ por dia.

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