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Produção de petróleo da Líbia caiu mais de 50%, diz autoridade

Apesar disso, o presidente da estatal NOC considerou que ‘não houve dano real na indústria de petróleo, apenas a produção caiu’ 

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

28 de fevereiro de 2011 | 08h39

Uma das principais autoridades do setor de petróleo da Líbia disse nesta segunda-feira que a produção total do país caiu mais de 50% durante a atual crise política.

"Há uma queda na produção, mas os embarques ainda são feitos, a produção está reduzida em um pouco mais da metade e isso é consequência da saída de trabalhadores em pânico dos campos de petróleo", disse o presidente da estatal National Oil Corp (NOC), Shokri Ghanem, para a Zawya Dow Jones em entrevista pelo telefone.

"À parte isso, as operações ocorrem normalmente e os embarques prosseguem, não houve dano real na indústria de petróleo, apenas a produção caiu", acrescentou.

Ghanen disse ainda que o efeito da crise sobre a produção foi limitado pelo fato de a estatal NOC deter de 80% a 85% das operações do setor.

A subsidiária da NOC, a Arabian Gulf Oil Co (AGOCO), informou que produz 170 mil barris de petróleo ao dia, enquanto sua capacidade é de 420 mil barris de petróleo ao dia; um funcionário da refinaria Ras Lanuf, com produção de 220 mil barris ao dia, disse que foi declarada força maior em resultado da suspensão dos fluxos do petróleo.

Segundo a pesquisa mais recente da Dow Jones, a Líbia produziu uma média de 1,605 milhão de barris ao dia em janeiro. Ontem, uma autoridade disse que a Arábia Saudita elevou sua produção de petróleo para nove milhões de barris por dia para compensar a oferta perdida com as revoltas na Líbia. Outra autoridade afirmou que isso representa um aumento de 500 mil a 600 mil barris por dia em relação à produção saudita antes dos problemas na Líbia. As informações são da Dow Jones.

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