Produção de petróleo da Opep cai em novembro--pesquisa Reuters

A produção de petróleo da Opep caiu em novembro ao menor nível desde janeiro, por conta das interrupções na produção da Nigéria e ofertas reduzidas da Angola e da Líbia, segundo pesquisa feita pela Reuters divulgada nesta quinta-feira.

ALEX LAWLER, Reuters

29 de novembro de 2012 | 12h58

A oferta dos 12 países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ficou em média de 31,06 milhões de barris por dia (bpd), abaixo dos 31,15 milhões em outubro, segundo a pesquisa feita com fontes de companhias de petróleo, autoridades da Opep e analistas.

A organização se reunirá no próximo mês para rever sua política de produção. A pesquisa sugere que o grupo ainda está produzindo 1 milhão de barris a mais do que sua meta de 30 milhões de bpd.

Autoridades da Opep, no entanto, dizem que qualquer corte formal na produção é improvável com os preços bem acima de 100 dólares o barril.

"O nível de preço é satisfatório para nós", disse um delegado de um dos membros africanos da Opep.

"Estamos produzindo um pouco mais do que a meta, mas o mercado está absorvendo esse excesso. Eu acho que não haverá nenhuma mudança na meta."

O volume total de novembro é o menor desde janeiro de 2012, quando o grupo produziu 30,95 milhões de bpd, de acordo com pesquisa da Reuters. A produção está em baixa de cerca de 700 mil bpd ante o pico do ano, de 31,75 milhões de bpd, atingido em abril.

As interrupções na Nigéria pesaram sobre a oferta da Opep este mês. As exportações nigerianas foram marcadas para aumentar acima de 2 milhões de bpd em novembro, mas a oferta caiu por conta dos derramamentos de petróleo, inundações e roubos.

As exportações de quatro tipos de petróleo da Nigéria, incluindo o maior deles, o Qua Iboe, da Exxon Mobil, tiveram força maior declarada em quase todo o mês de novembro. A medida ainda está em vigor para embarques de dois tipos, Qua e o Brass River, da Eni.

As menores exportações da Angola e uma queda na oferta na Líbia foram as outras razões para o declínio na produção do grupo de países exportadores.

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