Produção de petróleo na Venezuela já voltou ao normal

O presidente da Petroleos de Venezuela (PDVSA), estatal de petróleo venezuelana, Ali Rodríguez Araque, informou que a produção de petróleo da empresa já voltou ao patamar normal de produção, verificado antes da greve de funcionários da empresa, realizada no início do ano. "Estamos atualmente com produção de 3,2 milhões de barris diários, superior ao montante de 3,1 milhões de barris diários de antes do conflito", disse. Ele disse ainda que a PDVSA está preparada para incrementar a produção para 3,8 milhões de barris diários a médio prazo, e "para os próximos anos, poderemos atingir 5 milhões de barris diários, de capacidade de produção", disse. O executivo participou de seminário sobre a indústria petroquímica do Brasil e da Venezuela, hoje, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Estratégias comunsAli Rodríguez disse ter ressaltado, em conversas recentes com a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, e com o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, a necessidade de definir estratégias comuns entre Brasil, Venezuela e México para a área de refino, energia, e petroquímica nestes países. Ele não descartou a possibilidade dos três países se envolverem em projetos conjuntos de refino, por exemplo, e destacou as similaridades existentes na economia de Venezuela e Brasil. "Os dois países são produtores de petróleo bruto. Pode-se pensar em uma estratégia comum para refino (entre os dois países) que conduza equilíbrio na oferta de produtos, seja o petróleo bruto ou derivados", considerou. Ele observou ainda a necessidade de formação de grupos de trabalho, cada um respondendo por uma área específica, e com participação de todos os países produtores de petróleo latino-americanos, "de maneira que articulemos, para petróleo e petroquímica, uma estratégia conjunta que dê sustento e unidade às indústrias destes países na América Latina". Refinaria em PernambucoO presidente da Petroleos de Venezuela informou também que está em estudo a participação da empresa na construção de uma refinaria no Brasil, mais especificamente em Pernambuco. "Construir refinaria é um investimento muito alto e precisamos ver qual será o retorno de nosso investimento (caso ocorra)", disse o executivo. Ele considerou que a escolha de Pernambuco como provável local de uma refinaria leva em conta dois fatores: incentivos fiscais, estaduais e federais, oferecidos pelo governo daquele Estado, e a presença do Porto de Suape, que oferece capacidade para movimentação de navios de grande porte. Ele admitiu que, em um "projeto original" da construção de uma possível refinaria em Pernambuco, a Petrobras entraria com 20% de participação. Ele não quis falar sobre qual seria o montante de investimentos que a PDVSA colocaria para construção da refinaria, e limitou-se a comentar que a posição da estatal venezuelana neste projeto poderia ser mais "na parte operacional" da planta. Ali Rodríguez observou que a empresa sofreu perdas nos últimos tempos, devido a fatos como a greve dos funcionários da estatal no início do ano, e que isso conduziu à redução no cronograma de investimentos. Por isso, A PDVSA estaria analisando detalhadamente o retorno de participação em projetos como este. A empresa também estaria interessada em saber qual seria a participação brasileira em uma construção deste porte.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.