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Produção de pneus cresce 1,2%

Baixo desempenho é atribuído à concorrência desleal

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

13 de novembro de 2007 | 00h00

Os fabricantes de pneus para automóveis conseguiram ampliar a produção até setembro deste ano em apenas 1,2%, segundo estatísticas da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), enquanto a indústria automobilística bate recordes sucessivos de produção e vendas. As montadoras de veículos devem encerrar este ano com crescimento de 10% a 12% nos volumes de automóveis na comparação com 2006.O descompasso entre o ritmo de produção dos automóveis e dos pneus, item essencial dos veículos, é atribuído pelo presidente da Anip, Eugenio Deliberato, às importações de pneus fabricados na China e de produtos usados que entram no País por meio de liminares obtidas na Justiça. Os pneus usados importados são remoldados aqui, ganhando aspecto de produto novo. "O mercado brasileiro está sendo agredido pelos pneus usados e pelos chineses", resume Deliberato.Para o presidente da Anip, há concorrência desleal. Nas suas contas, os pneus asiáticos têm custo de produção entre 30% e 40% menor em relação ao produto fabricado no Brasil, mesmo considerando a alíquota do Imposto de Importação de 15% incidente sobre o pneu. No caso dos pneus remoldados, esse diferencial de preço pode chegar a 30%, calcula.Por causa da concorrência desleal e dos pneus importados usados, Deliberato acredita que os fabricantes nacionais deixarão de produzir neste ano 5,5 milhões de pneus para automóveis. Os pneus para veículos respondem por quase a metade da produção total de pneus, que atingiu no ano passado 54,5 milhões de unidades.Segundo o presidente da Anip, a concorrência desleal chinesa e a importação de pneus usados também impediu a abertura de 2 mil vagas diretas em 2007. Hoje, os oito fabricantes instalados no País empregam diretamente 25 mil trabalhadores. O emprego indireto criado pelas companhias é de 125 mil postos de trabalho.Deliberato observa que hoje o setor ocupa 60% da capacidade instalada de produção. Por isso, os investimentos, que nos últimos quatro anos somaram US$ 1,2 bilhão, devem ocorrer em ritmo menor."Ninguém quer o fechamento do mercado brasileiro para os pneus importados", diz o presidente da Anip. O setor, esclarece, quer produzir e vender com condições equivalentes às dos itens importados.

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