Produção de químicos cai 8,9% em maio, diz Abiquim

O índice que mede o nível de produção dos fabricantes de produtos químicos de uso industrial apresentou retração de 8,9% em maio, na comparação com igual período do ano passado. Mais uma vez, segundo dados preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgados hoje, o indicador foi pressionado pela indústria petroquímica, que no mês passado teve sua capacidade de produção limitada devido às paradas programadas para manutenção das duas centrais petroquímicas da Braskem.No pólo de Triunfo (RS), uma das linhas da unidade ficou com operações prejudicadas durante toda a primeira quinzena de maio. Já a central localizada em Camaçari (BA) deu início às operações de manutenção em uma de suas linhas na última semana do mesmo mês. Por conta disso, as petroquímicas reduziram a produção de resinas, assim como as vendas do insumo, na tentativa de manter estoques e garantir o abastecimento ao mercado interno sem interrupções.No acumulado de janeiro a maio deste ano, o nível de produção do setor químico caiu 5,25% ante igual período de 2007, de acordo com a Abiquim. O resultado foi influenciado pela retração de seis grupos: intermediários para plásticos, produtos petroquímicos básicos, resinas termoplásticas, intermediários para plastificantes, plastificantes e resinas termofixas.VendasQuando considerados os indicadores de venda, os dados da Abiquim operam novamente em terreno negativo. Em maio, as vendas de produtos de uso industrial para o mercado interno caíram 2,66%, na comparação com maio de 2007. Já no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a retração ficou em 2,99%.PreçosA menor oferta de produtos ao mercado no setor petroquímico, a disparada dos preços do petróleo e o aumento da demanda por fertilizantes explicam a elevação de 6,39% nos preços praticados localmente, durante os cinco primeiros meses de 2008. As maiores altas de preços, segundo a Abiquim, foram registradas nos grupos intermediários para fertilizantes, intermediários para detergentes, cloro e álcalis, outros produtos químicos orgânicos e produtos petroquímicos básicos.Capacidade instaladaO indicador de utilização da capacidade instalada da indústria química brasileira cresceu dois pontos porcentuais entre abril e maio, para 82%. Quando considerada a comparação com maio de 2007, no entanto, o nível de utilização apresentou queda de quatro pontos porcentuais, segundo dados preliminares da Abiquim.No acumulado de janeiro a maio, o índice médio de utilização da capacidade instalada ficou em 83%, três pontos porcentuais abaixo da taxa registrada em igual período de 2007.

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