Produção de veículos cresce 3,6% em julho, diz IBGE

A alta foi uma das maiores influências para o avanço de 0,4% na produção industrial em julho 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

31 de agosto de 2010 | 12h45

A produção industrial de veículos automotores em julho foi destaque, na avaliação do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo. Segundo ele, a produção de veículos subiu 3,6% no mês passado em relação a maio. O crescimento foi uma das maiores influências para a formação da taxa de alta de 0,40% na produção industrial geral em julho em relação a junho.

"Na comparação com julho do ano passado, a produção de veículos automotores também mostrou bom desempenho", acrescentou Macedo. De acordo com o economista, a produção de veículos subiu 26,5% em julho ante junho, o maior porcentual de elevação na produção neste tipo de comparação entre as atividades pesquisadas pela indústria geral. Para o especialista, o bom desempenho do setor em julho tem sido puxado pela produção expressiva de caminhões e de autopeças no período.

Acomodação

A queda de 0,2% na produção industrial de bens de capital (máquinas e equipamentos) em julho em relação a junho foi considerada uma "acomodação" pelo economista. A produção na categoria caiu pela segunda vez seguida no mês passado, após ceder 2,0% no mês anterior, na mesma base de comparação. Macedo explicou que o setor de bens de capital mostra trajetória ascendente no ritmo de produção há um período considerável de tempo.

Desde abril de 2009, a produção no setor mostra resultados positivos sucessivos - até a queda observada em junho. "O setor de bens de capital em 2009 estava em uma trajetória ascendente, se recuperando do que perdeu com a crise (iniciada em 2008). O que podemos dizer agora é que, em função dos resultados positivos anteriores, o mês de julho mostra um sinal de acomodação", disse, explicando que o patamar de produção industrial em bens de capital já se encontrava elevado, antes de iniciar trajetória de queda em junho.

O técnico preferiu não tecer comentários sobre a evolução da produção industrial de bens de capital para os próximos meses. "Precisamos esperar as próximas informações para saber o que vai acontecer pela frente", afirmou.

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