Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Produção de veículos deve cair 10% em 2015, prevê Anfavea

Segundo estimativas da Anfavea, a indústria automobilística terá desempenho pior do que o previsto no início do ano

Igor Gadelha, Agência Estado

07 Abril 2015 | 14h16


SÃO PAULO - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta terça-feira, 7, novas projeções para o desempenho do setor automotivo brasileiro em 2015. Pelas novas estimativas, o segmento terá desempenho pior do que o previsto no início do ano.

A associação espera agora que, em 2015, serão produzidos 2,832 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o País, o equivalente a uma queda de 10% em relação aos 3,146 milhões produzidos de 2014. A projeção é mais pessimista do que a previsão de alta de 4,1% na fabricação divulgada em janeiro.   O segmento que mais deve sofrer é o de pesados, que inclui caminhões e ônibus. A Anfavea prevê que serão produzidos 134 mil unidades, queda de 22,5% em relação as 173 mil fabricadas em 2014. Já para os leves, a entidade projeta produção de 2,698 milhões de unidades em 2015, recuo de 9,3% ante as 2,973 milhões em 2014.

Vendas. Já para os emplacamentos, a nova previsão da entidade que reúne as montadoras é de que sejam vendidos 3,038 milhões de veículos em 2015, recuo de 13,2% na comparação com 2014. Em janeiro, a Anfavea estimava que os licenciamentos de veículos novos ficariam estáveis em 3,498 milhões de unidades em 2015.   O segmento de pesados, mais uma vez, terá o pior desempenho. A Anfavea projeta queda de 31,5% nas vendas de caminhões e ônibus em 2015 ante 2014, ao totalizarem 113 mil unidades emplacadas. Para os leves, a entidade prevê um recuo de 12,3%, ao somarem 2,925 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos.

Exportações. Para as exportações, a associação revisou a projeção em 0,1 ponto porcentual, para alta de 1,1%. A entidade prevê que serão exportados 338 mil veículos neste ano, ante 334 mil em 2014. Apenas para as vendas externas de pesados, a entidade prevê alta de 2,7%, para 313 mil unidades, enquanto para a de leves, avanço de 1%, para 25 mil.

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