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Produção do setor químico cresce 7,65% em julho ante junho

Resultado divulgado pela Abiquim registrou a 3ª maior alta do ano; em comparação a 2008, teve queda de 0,93%

André Magnabosco, da Agência Estado,

27 de agosto de 2009 | 16h07

O indicador que mede a taxa de produção da indústria química brasileira voltou a apresentar crescimento em julho, após encolher 1,88% em junho - a única queda do ano. Segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira, 27, pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a produção do setor no mês passado cresceu 7,65% em relação a junho. É a terceira maior alta do ano, atrás apenas dos dados de fevereiro e março. Na comparação com julho de 2008, o índice teve queda de 0,93%.

 

Desde o final do ano passado, quando a crise mundial obrigou empresas de diversos setores a interromperem suas linhas de produção, o índice da indústria química já cresceu 45,32%, informou a entidade. Apesar da recuperação, o setor ainda registra queda no acumulado anual. Entre janeiro e julho deste ano, a produção da indústria brasileira foi 3,44% menor do que o volume apurado nos sete primeiros meses de 2008, quando a taxa de fabricação já era reduzida devido à paralisação de três das quatro centrais petroquímicas em operação no País.

 

De acordo com cálculos da entidade, a média de produção do segundo trimestre de 2009 apresentou alta de 15,3% em relação aos três primeiros meses deste ano e de 17,5% ante o quarto trimestre do ano passado, no auge da crise. Na comparação com o mesmo período do ano passado, caracterizado pelas paradas das centrais, o índice de produção do segundo trimestre de 2009 registrou alta de 8,1%.

 

O crescimento da produção entre junho e julho, de acordo com o Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC) da entidade, foi puxado pelos segmentos: Outros produtos inorgânicos (+24,59%), Petroquímicos básicos e resinas termoplásticas (+11,35%) e Intermediários para fertilizantes (+11,16%).

 

Diante do aumento da produção, a taxa de utilização do setor alcançou 88% em julho, no maior patamar do ano. Em junho, a taxa de utilização estava em 83%, segundo dados preliminares. O resultado do mês passado, destacou a Abiquim, representa um retorno aos níveis verificados no bimestre julho-agosto de 2008, intervalo imediatamente anterior ao período de agravamento da crise financeira.

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