Produção e venda de insumos devem ter forte queda em 2009

Entrega de fertilizantes ao consumidor final cai 15% de janeiro a agosto sobre mesmo período no ano passado

Célia Froufe, da Agência Estado,

28 de setembro de 2009 | 13h44

A produção, importação e venda de insumos agrícolas deve registrar uma drástica queda este ano na comparação com 2008 por conta dos efeitos dos reflexos da crise que se abateram sobre o setor. Estimativas preliminares para os oito primeiros meses de 2009 apontam, por exemplo, que a importação de fertilizantes deve cair 49%. Se as compras brasileiras do produto somaram 12,3 milhões de toneladas de janeiro a agosto do ano passado, no mesmo período deste ano deve ter chegado a apenas 6,2 milhões de toneladas. Esta foi uma das projeções apresentadas por representantes do setor durante a Câmara de Setorial de Insumos que está sendo realizada nesta segunda-feira, 28, durante todo o dia no prédio Ministério da Agricultura, em Brasília. Outra foi a de que as entregas de fertilizantes ao consumidor final, por sua vez, devem ter registrado queda de 15% de janeiro a agosto deste ano (13,4 milhões de toneladas) sobre a base de 2008 (16 milhões de toneladas).

 

Na produção nacional existe a expectativa de que os números serão mais baixos nos oito primeiros meses deste ano (4,5 milhões de toneladas) do que em idêntico período de 2008 (5,6 milhões de toneladas). As regiões que apresentaram maior recuo de produção, segundo os números apresentados na Câmara Setorial foram Centro-Oeste (-18,92%) e Norte-Nordeste (-17,25%).

 

No caso dos defensivos, as vendas já apuradas no mês de agosto somaram R$ 1,2 bilhão, 4% a menos do que o total de R$ 1,3 bilhão verificado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até agosto, as comercializações foram de R$ 6,5 bilhões ante R$ 6,6 bilhões sobre a base de 2008, uma queda menos expressiva, de 1%. Por tipo de defensivo, mereceram destaques de vendas os herbicidas para milho safrinha, arroz e café; os fungicidas, para soja, feijão, batata, tomate e algodão e os inseticidas, para soja.

 

Especificamente sobre o calcário, os componentes da câmara setorial chegaram a uma estimativa para todo este ano de produção doméstica de 19,3 milhões de toneladas, o que representaria uma queda de 22% na comparação com os 24,8 milhões de toneladas obtidas no ano passado. Os três maiores Estados produtores sofreriam queda pelas estimativas dos profissionais do setor de 2008 para 2009: Minas Gerais passaria de uma produção de 4,7 milhões de toneladas para 2,8 milhões de toneladas; Paraná, de 4,5 milhões de toneladas para 4,0 milhões de toneladas e Mato Grosso, de 3,7 milhões de toneladas para 2,6 milhões de toneladas.

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