Produção e venda de veículos no País caem em setembro

Após recorde em agosto, comercialização cai 13,3% no mês; na comparação com 2006, porém, houve expansão

Vanessa Stelzer, da Reuters,

04 de outubro de 2007 | 11h02

A produção e a venda de veículos novos no País amargaram uma forte queda em setembro depois de atingirem níveis recordes em agosto, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira, 4, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).  As vendas de veículos novos caíram 13,3% em setembro sobre o mês anterior, para 204 mil unidades. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 28% na comercialização de veículos.  A produção do setor caiu 9,4% na comparação mensal, para 252,8 mil unidades, mas avançou 23,9% em relação ao mesmo período de 2006.  No ano, as vendas acumulam alta de 27,4%, totalizando 1,74 milhão de unidades. A produção, por sua vez, cresceu 10,6% no período, para 2,18 milhões de unidades.  As exportações de veículos e máquinas agrícolas em valores declinaram 2,7% em setembro ante agosto, para US$ 1,13 bilhão. Na comparação com setembro de 2006, as vendas para o mercado internacional avançaram 10,1%, acumulando no ano um crescimento de 5%. As exportações em volume de veículos caíram 2,8% sobre agosto, para 66 mil unidades, e recuaram 8,2% contra igual mês do ano passado. No ano, as vendas externas em volume acumulam queda de 7,9%. Revisão Apesar da queda registrada em setembro, o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, anunciou nesta quinta uma série de revisões de projeções para 2007. Para a venda de veículos, a nova estimativa é de um aumento de 25% ante projeção anterior de 22%. A previsão é que sejam comercializadas entre 2,4 milhões e 2,450 milhões de unidades este ano, ante previsão anterior de 2,350 milhões.  Para a produção, a expectativa de crescimento foi elevada para 13,4%, para um total de 2,960 milhões de unidades. A previsão anterior era de aumento de 10%, com volume de 2,870 milhões. A projeção de queda de 11% para exportações este ano, que representa vendas externas de 750 mil unidades, foi mantida. Schneider avaliou ainda que o forte ritmo de crescimento das vendas de automóveis no mercado interno deverá ser mantido em 2008. O executivo admite, no entanto, que será difícil repetir o mesmo patamar de evolução previsto para 2007. Segundo Schneider, as projeções oficiais da entidade para o ano que vem só serão divulgadas em dezembro. "O Brasil ainda tem grande potencial de crescimento, por isso acredito que a tendência para o mercado interno é crescente", disse o executivo. Conforme o presidente da Anfavea, a alta de 25% nas vendas prevista para este ano é inédita. Schneider comentou que só se lembra de ter visto expansão parecida em 1994, por conta da introdução do real. Naquele ano, a comercialização de automóveis no mercado doméstico cresceu 24%.  Texto atualizado às 16h05

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