Produção industrial cai em 8 de 14 locais em maio, diz IBGE

RS e SC registram os maiores recuos na comparação com abril; resultados apontam estabilidade no setor

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

04 de julho de 2008 | 09h26

A produção industrial caiu em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Os recuos mais acentuados nessa base de comparação ocorreram no Rio Grande do Sul (-4,2%) e Santa Catarina (-3,1%). Os dados divulgados nesta sexta-feira, 4, são desdobramentos, por regiões, da pesquisa de produção industrial nacional divulgada pelo IBGE no início da semana e apontam para uma estabilidade da produção no País em 2008.   Veja também:  Após 2 meses de alta, indústria cai em maio puxada por veículos   As demais taxas negativas, nessa mesma base de comparação, foram apuradas no Ceará (-2,2%), Goiás (-2,1%), Pernambuco (-1,5%), Nordeste (-0,8%), São Paulo (-0,3%) e Amazonas (-0,2%).   Na média nacional, segundo divulgou o instituto na última terça-feira, houve queda de 0,5% na produção em maio ante abril. Ainda nesse confronto, houve expansão no Paraná (4,3%), Rio de Janeiro (2,4%), Espírito Santo (2,2%), Pará (2,1%), Bahia (1,0%) e Minas Gerais (0,8%).   Os dados regionais da produção industrial confirmam a "suave perda de ritmo" da indústria em maio, observou o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Ele explicou que os resultados de maio nas regiões foram afetados pelo efeito calendário, mas prosseguem com perfil positivo "generalizado" no acumulado do ano, já que todos os locais mostram expansão no acumulado do ano e em 12 meses.   Segundo Macedo, a principal influência negativa para a média da indústria em maio ante abril (-0,5%) foi dada pelo Rio Grande do Sul, cuja produção caiu 4,2% nessa base de comparação. Ele esclareceu que além da continuidade de problemas na produção de segmentos importantes na indústria gaúcha, como calçados e madeira, houve também efeito da paralisação de uma importante empresa de produtos químicos na região.   Na comparação com maio de 2007, a atividade industrial cresceu em nove dos 14 locais pesquisados. O maior aumento na produção foi apurado no Espírito Santo (20,3%), seguido pelo Paraná (14,0%). Os demais resultados positivos foram registrados no Amazonas (4,6%), Pará (3,1%), região Nordeste (1,0%), Bahia (5,5%), Minas Gerais (4,7%), São Paulo (6,6%) e Goiás (5,3%). No Rio de Janeiro houve estabilidade.   Os resultados negativos foram registrados no Ceará (-7,5%), Pernambuco (-3,6%), Santa Catarina (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,7%). Na média nacional, nessa base de comparação, conforme resultados já apresentados, houve expansão de 2,4% na produção.     Expansão nos 5 meses   O indicador acumulado nos cinco primeiros meses do ano foi marcado por um perfil generalizado de expansão em todos os locais pesquisados. Com aumentos superiores aos 6,2% registrados no total do País, situaram-se Espírito Santo (17,1%), Paraná (11,0%), Goiás (10,0%), São Paulo (9,7%), Pernambuco (8,4%), Amazonas (8,3%) e Minas Gerais (6,7%).   Nesses locais, observou-se uma forte presença da indústria automobilística (automóveis, caminhões e autopeças), de setores produtores de máquinas e equipamentos, e de setores associados às commodities exportadas (petróleo, minérios de ferro, produtos siderúrgicos, celulose e açúcar).   Nos demais locais os resultados foram: Pará (5,9%), Bahia (5,7%), Nordeste (5,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Ceará (2,3%), Santa Catarina (2,0%) e Rio de Janeiro (1,9%).     São Paulo   A produção industrial de São Paulo, região que responde por cerca de 40% da produção nacional, caiu 0,3% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Nas demais bases de comparação houve crescimento: 6,6% ante maio de 2007; 9,7% no acumulado de janeiro a maio ante igual período do ano passado e 8,7% em 12 meses.   Na comparação com maio do ano passado, para a qual há detalhamento por segmentos, houve expansão em 17 das 20 atividades pesquisadas, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (27,5%); refino de petróleo e produção de álcool (12,3%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (21,5%); veículos automotores (5,9%) e outros equipamentos de transporte (28,8%).        

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