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Produção industrial cai em julho em 8 de 12 regiões

A produção industrial brasileira registrou em julho queda em oito das 12 regiões analisadas pelo IBGE, em comparação com julho do ano passado. Segundo o instituto, os índices mostram "um quadro em que predominam taxas negativas". Com resultados inferiores à taxa registrada em nível nacional (-2,5%) encontram-se indústrias que, de maneira geral, se caracterizam pela menor relação com as exportações e a agroindústria, estando relativamente mais atreladas ao desempenho da demanda interna. Bahia (-8,1%), Nordeste (-6,8%), Santa Catarina (-4,6%), Ceará (-4,3%) e Pernambuco (-2,8%) estão nesse grupo. De acordo com IBGE, com taxas negativas, mas acima da média nacional, as indústrias de São Paulo (-2,1%), Rio de Janeiro (-1,6%) e Rio Grande do Sul (-1,2%) têm os resultados influenciados não só pelas quedas em ramos que, tipicamente, atendem ao mercado interno - como têxtil, vestuário e calçados, e minerais não-metálicos - mas também por fatores específicos a cada um dos locais.Em São Paulo, há pressões negativas importantes das indústrias farmacêutica, também voltada ao mercado interno e fortemente concentrada neste estado, e de material de transporte. A indústria fluminense também é negativamente influenciada pelo comportamento dos ramos química (derivados de petróleo) e material elétrico e de comunicações. No Rio Grande do Sul, há uma grande influência, sobre o índice geral do estado, da queda da indústria de fumo, importante na estrutura industrial local. Entre as quatro áreas com índices positivos no comparativo julho 2003/julho 2002, destaca-se Espírito Santo (12,5%), que mantém a liderança da expansão regional, devido ao seu perfil exportador e no aumento da produção de petróleo.As indústrias do Paraná, que apresentaram alta de 5,8% entre julho e julho de 2002, em conseqüência, as da região Sul (1,0%) vêm sendo influenciadas pelos fatores exportação e agroindústria. No acumulado para o período janeiro-julho, há seis locais com queda na produção: Santa Catarina (-3,4%), Pernambuco (-3,3%), Ceará (-2,2%), Minas Gerais (-2,1%), Nordeste (-1,4%) e São Paulo (-1,1%). Nas demais áreas, os resultados são: Rio de Janeiro (0,5%), Sul (1,0%), Bahia (2,1%), Rio Grande do Sul (2,3%), Paraná (3,5%) e Espírito Santo (18,0%).

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