Produção industrial cai em seis das 14 regiões

A produção industrial caiu em seis das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril, na comparação com igual mês do ano passado. O dado, divulgado nesta sexta-feira, mostrou ainda que houve crescimento no indicador em seis regiões e estabilidade em dois locais, nessa mesma base de comparação. O desaquecimento ficou a cargo de Santa Catarina, Amazonas,Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e São Paulo. No Rio de Janeiro e no Ceará a produção ficou estável, enquanto Pará, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e a região Nordeste incrementaram o trabalho. Segundo observaram os técnicos do IBGE no documento de divulgação da taxa, a ausência de dois dias úteis em abril deste ano em relação a abril do ano passado foi um dos responsáveis pelo desempenho da indústria. De acordo com o documento, "os resultados regionais de abril contrastam com o ritmo de crescimento de março, quando apenas dois locais apresentaram queda". Os dados regionais da indústria em abril foram influenciados "de maneira importante" pela diferença de dois dias úteis a menos em abril deste ano ante igual mês do ano passado, segundo salientou André Macedo, economista da coordenação de indústria do IBGE. Segundo ele, como não há ajuste sazonal nos dados regionais, a influência dos dias úteis sobre o resultado mensal é muito forte. "Os dados mensais foram muito influenciados pelos dias úteis, o que mostra que a piora do quadro regional em abril em relação a março pode ser bastante pontual", disse Macedo.Para Macedo, a avaliação vale também para São Paulo, que responde por cerca de 40% da produção nacional e registrou queda de 1,2% na produção em abril ante igual mês do ano passado. O instituto explicou que a desaceleração entre março e abril atinge 13 das 14 regiões investigadas, já que mesmo os locais que apresentaram crescimento registraram perda de ritmo. O único local que mostrou aceleração na produção, entre março e abril, foi Pernambuco (de 3,9% em março para 8,6% em abril), "resultado influenciado pelo crescimento atípico em produtos de metal, por conta de concessão de férias coletivas em abril de 2005, em uma importante empresa do setor".Este texto foi atualizado às 13h26.

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